Ilha de Malta atrai investimentos imobiliários

Localizada no Mediterrâneo, a ilha de Malta se impõe neste início de 2012, como um dos principais destinos globais para investir em propriedades, pois oferece uma ampla gama de oportunidades.

O turismo local vem passando por um ressurgimento nos últimos anos, devido ao rápido crescimento no número de vôos para Malta, com redução nos custos de viagens. Isto levou a uma maior diversidade de vagas de trabalho para as pessoas que vivem na ilha.

Malta está bem colocada junto aos investidores do Reino Unido, que para lá se dirigem para comprar casas, seja para morar, ou alugar seu imóvel para visitantes em férias.

As belezas naturais e o clima agradável de Malta favorecem o setor das propriedades, que tem se mantido robusto, apesar da crise financeira na Zona do Euro.

http://www.homesoverseas.co.uk/news/Malta_emerges_as_a_property_hotspot_in_2012/25553-1002

Preparatorio no exterior = bom resultados no exame IELTS

 

 

 

 

 

 

Confira no link abaixo onde voce pode aplicar para o exame de IELTS no Brasil.

http://www.britishcouncil.org/br/brasil-exames-nossos-exames-ielts-datas-e-locais.htm

Mas e bom lembrar que um preparatorio no exterior aumenta imensamente suas chances de exito neste Exame.

A R4U pode ajuda-lo a encontrar as melhores escolas e universidades do planeta que oferecem o preparatorio que mais se adequa a voce.

Universidades…Brasil ou exterior?

Sua dedicação escolar é compensada no processo seletivo no exterior

E se, ao invés ou além dos vestibulares brasileiros, você tentasse também processos de admissão no exterior, onde o vestibular não existe? Há alguns passos a seguir e alguns documentos a serem submetidos, mas nenhuma parte do processo é tão dolorosa quanto os vestibulares. Além disso, as universidades internacionais levam em consideração os méritos escolares e acadêmicos e os esforços dos estudantes durante toda a sua jornada pelo ensino fundamental e médio.

Como? Os alunos que possuírem as maiores notas e as melhores médias em seus boletins terão mais chances de ser admitidos. Os que conseguirem melhores cartas de referências de professores, relatando quão bom são no desempenho e na convivência estudantil, também têm chances maiores. Assim como os que se empenharam em atividades extracurriculares e trabalhos voluntários. Portanto, os anos de dedicação escolar são compensados, pois serão eles que demonstrarão o quanto o estudante merece a vaga internacional e o quanto está apto a cursar a graduação de interesse.

As universidades estrangeiras exigem um teste de proficiência em inglês para testar o nível de fluência dos candidatos internacionais. No entanto, se você já vem se preparando para o vestibular há alguns anos, o seu inglês já deve estar afiado, já que as provas de admissão brasileiras possuem uma seção de perguntas dedicadas ao idioma. Caso o seu inglês ainda não esteja bom o suficiente, muitas universidades internacionais possuem centros de estudo de inglês, que lhe preparam para o ingresso direto no curso de graduação desejado. Ou você pode optar, ainda, por cursos preparatórios ou cursos de acesso a graduação, que irão focar nos aprendizados de matérias fundamentais para a compreensão da sua área acadêmica almejada.

Como as universidades estrangeiras cobram, obviamente, em suas moedas locais, as taxas podem assustar e desanimar um pouco os interessados em formar-se no exterior. Entretanto, gastar com educação superior é sempre um grande e recompensador investimento. Ou mais: uma formação no exterior é bem vista tanto no Brasil quanto fora dele. Estudantes formados em outros países são vistos como mais ousados, determinados e “guerreiros”, por deixar o país de origem e encarar a disputa internacional, em outra língua, e por adquirirem conhecimentos e experiências diferenciadas dos acadêmicos brasileiros.

Além disso, existem inúmeras bolsas de estudos de instituições no exterior criadas exclusivamente para estudantes internacionais, amenizando ou zerando o custo do curso.

Se ser admitido em uma prestigiosa instituição brasileira é motivo de orgulho e promessas profissionais, imagine ser admitido em uma universidade estrangeira!

Brasil estuda estímulo à imigração de mão de obra qualificada

Em 2011, Brasil concedeu 70.524 vistos de trabalho para estrangeiros, um aumento de 22% em relação a 2010

BBC Brasil | 19/05/2012 17:32:19

O secretário nacional de Justiça, Paulo Abrão, afirmou que um projeto de lei sobre imigração, que tramita há três anos no Congresso, pode incluir mecanismos para estimular a entrada de mão de obra qualificada no Brasil.

As ferramentas de estímulo devem estar de acordo com políticas setoriais.

“Diante da expansão do tráfego aéreo no país, o Brasil poderia, por exemplo, vir a precisar de controladores de voo em curto prazo e não encontrar profissionais em número suficiente no país com a rapidez necessária”, disse Abrão.

“Estamos estudando a inclusão de cláusulas (no projeto de lei 5.655/2009) para atender a casos como este, que possam vir a ocorrer em função do crescimento econômico do país.”

O Ministério do Trabalho e Emprego, por sua vez, já vem aumentando a concessão de vistos de trabalho para imigrantes.

 

Segundo dados do Conselho Nacional de Imigração, ligado à pasta, em 2011 o Brasil concedeu 70.524 vistos de trabalho para estrangeiros.

O número representa um aumento de 22% em relação a 2010. A maioria desses profissionais é do setor de petróleo e gás e da área de engenharia, segundo o presidente do conselho, Paulo Sérgio de Almeida.

Antagonismo

A Secretaria Nacional de Justiça sempre foi contrária a qualquer tipo de favorecimento direto para imigrantes qualificados em detrimento de mão de obra não capacitada.

O órgão se baseava na premissa de não discriminação no ato de conceder vistos permanentes.

“A futura legislação (sobre imigração) tem o foco nos direitos humanos. Trabalhamos para que a desburocratização do visto de residência seja uma premissa de todo o sistema para qualquer cidadão”, afirmou Abrão.

Em posição antagônica está Secretaria de Assuntos Estratégicos, da Presidência da República, que defende a atração de mão de obra qualificada em detrimento de imigrantes sem capacitação profissional.

O governo Dilma Rousseff diz esperar que o projeto de lei sobre imigração seja votado no Congresso até o final de 2013.

 

Sem planejamento necessário, intercâmbio pode virar pesadelo

Intercambistas de SP encontraram problemas de trabalho e moradia. Diretor do Procon dá dicas para evitar situações parecidas.

Publicado Sábado, 19 de Maio de 2012, às 06:19 | G1

Sem planejamento necessário, intercâmbio pode virar pesadelo

Morar em um país estranho, com pessoas desconhecidas e de culturas diferentes. A tarefa já não seria fácil se tudo saísse conforme o planejado. Quando surgem os problemas, então, o sonho do intercâmbio pode se transformar em pesadelo. Foi o que aconteceu com dois jovens do interior de São Paulo.

 

Em 2006, o administrador Diego Melhado e mais três amigos partiram para um programa de “Work & Travel” nos Estados Unidos esperando trabalhar em atendimento ao público, mas, quando chegaram ao local, descobriram que o emprego não estava acertado. “A pessoa que nos recebeu disse que estava esperando apenas dois brasileiros, e não quatro”, conta.

 

Tentando resolver o problema, o agente dividiu o grupo em dois e enviou os rapazes para cidades diferentes. Diego e um amigo foram levados para trabalhar na produção de uma estamparia. “Nos colocaram para lavar telas usadas para estampar camisetas. Não recebi nenhum tipo de proteção, como luvas ou máscaras, e as roupas que eu usei tiveram que ir para o lixo”, relata Diego.

 

Os rapazes viram a função como trabalho escravo e se recusaram a voltar no dia seguinte. “Não foi para isso que nós viajamos. Nós fomos para lá para trabalhar com o público e aprender inglês”, diz o administrador. Segundo ele, a maior parte dos funcionários da estamparia era de origem latina e mal conhecia a língua falada no país.

 

Após três dias, os intercambistas reencontraram os outros dois brasileiros que haviam sido enviados para outra cidade e, juntos, resolveram procurar emprego por conta própria. “Tentamos ligar para a agência no Brasil, mas ninguém nos deu suporte”, afirma. Depois de um mês sem fazer nada, os quatro jovens conseguiram trabalho em restaurantes próximos ao apartamento que dividiam, em Hollywood Beach, e permaneceram assim até o término previsto para o programa.

 

Moradia
A falta de emprego não foi o único imprevisto que os rapazes precisaram enfrentar. Eles esperavam morar em um apartamento mobiliado, mas o local oferecido pela agência de intercâmbio possuía apenas fogão, geladeira e dois colchões infláveis, que precisaram ser divididos entre os quatro rapazes. “Montamos o apartamento com móveis que achamos na rua. Felizmente, os americanos costumam deixar ao lado do lixo os móveis que já não querem mais”, conta Diego.

 

O jornalista Alessandro Azevedo também teve problemas com a moradia durante o tempo que passou nos Estados Unidos. “Fui parar em uma casa no subúrbio de Chicago, onde moravam outros sete estudantes. O casal de proprietários ficava fora o dia todo e o lugar era uma bagunça, completamente imundo”, relata.

 

Segundo ele, antes de viajar, a escola pediu que fosse preenchida uma ficha, onde ficou registrado que ele era alérgico a diversos fatores. Ainda assim, Alessandro precisou dormir em um cômodo que não havia passado por nenhum tipo de limpeza. “Meu quarto era embaixo da escada, como o do Harry Potter, e eu tinha crises alérgicas todo dia por causa da rinite”, diz.

 

De acordo com ele, a agência do Brasil foi procurada e afirmou que não poderia ajudar. “Disseram que eu teria que resolver tudo por lá, então, conversei com a direção da escola, mostrei fotos, eles vistoriaram a casa e me mudaram de lugar”, afirma.

 

Prevenção
Para Lyse Allegrini, diretora comercial de uma agência de intercâmbios de Sorocaba (SP), a escolha do serviço que vai fazer a intermediação entre os dois países é fundamental para que tudo saia dentro dos conformes. “Antes de tudo, é preciso verificar se a agência é associada à Belta, que é o órgão que regulamenta o sistema de intercâmbio no Brasil”, diz.

 

A busca pelas referências da empresa também é uma ótima maneira de se prevenir esse tipo de problema. “É importante que o consumidor consulte o site do Procon para verificar se a agência existe e se há reclamações contra ela. Conversar com pessoas que já utilizaram o serviço também é fundamental”, afirma o diretor do órgão em Jundiaí (SP), Antônio Giaretta.

 

Outra forma de evitar dores de cabeça fora do país de origem é estar ciente de todos os detalhes antes de embarcar. “Ninguém deve viajar sem saber onde vai ficar. Nós costumamos entregar um guia com todos os serviços, telefones de emergência e contatos da coordenação de intercâmbio do país de destino, até porque, a maior parte das pessoas que procuram nosso serviço nunca esteve fora do Brasil”, conta Lyse.

 

Mesmo com todas as recomendações, caso o intercambista ainda encontre problemas, Giaretta recomenda que tudo seja documentado. “É preciso suportar a situação, pelo menos até que tudo seja fotografado. Se enviadas por e-mail para a família no Brasil, essas provas podem servir para que o Procon exija ressarcimento”, explica o diretor.

Quando é a melhor hora para ir estudar no exterior?

Por: Yalli Oliveira | Postado em: May 16th, 2012

Estudantes fazendo intercâmbio na Califórnia, Estados Unidos - Fonte: 32kelley.blogspot.com

Estudantes fazendo intercâmbio na Califórnia, Estados Unidos – Fonte: 32kelley.blogspot.com

A resposta dessa pergunta vai depender principalmente das pretensões do interessado em se aventurar em terras estrangeiras ou até mesmo de sua família, pois, nos dias de hoje as agências de intercâmbio oferecem programas em instituições de ensino no exterior para crianças com idade a partir dos 4 anos. Essa pouca idade pode parecer algo assustador para nós brasileiros, porém, em países estrangeiros é pratica comum, os pais mandarem seus filhos ainda crianças passarem as férias longe de suas casas.

Crianças cada vez mais novas estão viajando ao exterior para programas que integram diversão e aprendizado, divididos geralmente entre parques da Disney e aulas em escolas norte-americanas. Essas viagens costumam ser oferecidas em programas que contam com a presença da família da criança, ou somente com monitores muito bem treinados. Esses programas que podem durar de 2 a 8 semanas no período de recesso escolar, ajudam a introduzir a criança a um universo de uma nova cultura e um novo idioma enquanto ainda são bastante novos, facilitando seu aprendizado e até mesmo podendo os livrar do sotaque da língua nativa.

Os adolescentes ainda são o foco principal das agências e escolas, e isso não acontece à toa. A idade em que eles se encontram geralmente é bastante relacionada à transição entre a vida escolar e a vida profissional. Por isso, a experiência adquirida em uma temporada no exterior tende a beneficiá-los de diversas maneiras tanto em sua vida pessoal como na profissional. O ganho mais substancial constantemente adquirido por esses jovens é a de compreender que o mundo não é somente o seu quarto, seus amigos ou sua escola. Depois dessa experiência, os jovens costumam voltar mais responsáveis e independentes, preparados para se adequar a novas culturas, rotinas e pessoas. Para muitos especialistas, essa é a faixa etária ideal para se fazer um intercâmbio, pois, o jovem é desafiado pelo sentimento de insegurança, tanto pela parte do idioma, quanto pela distância e a ausência dos pais.

Entre 18 e 26 anos, pode se encontrar cursos no estilo au pair, que aliam estudo e trabalho, geralmente mais comum para garotas. Nesse tipo de programa o que normalmente ocorre é uma garota ser recebida em um país de língua estrangeira por uma família que tenha uma ou mais crianças, tendo como responsabilidade cuidar delas e da administração doméstica, recebendo moradia e uma bolsa de estudos. É uma boa oportunidade para jovens que almejam vivenciar um novo país, aprender ou reforçar outro idioma e trabalhar remuneradamente neste período.

Após os 18 anos e sem limite de idade, as agências costumam oferecer cursos de idiomas com duração entre 1 e 24 semanas com carga horária entre 15 e 40 horas semanais. Em algumas escolas o estudante pode trabalhar no regime semi-integral ou até mesmo integral, seja na própria instituição de ensino ou até mesmo fora dela. Essa variação na permissão de trabalho ocorre por obedecer a legislação do país em que se encontra a escola ou por regras estabelecidas pela própria instituição de ensino.

Estudar Direito no exterior


Law School

A escolha de estudar Direito no exterior traz diversas vantagens para a carreira acadêmica e profissional do estudante brasileiro. Oferecidos pelas Law Schools, os cursos ligados a esta área nos Estados Unidos são ideais para quem gostaria de se especializar e trabalhar com assuntos internacionais. O seu inglês será aperfeiçoado, o vocabulário e terminologia relacionados à área serão adquiridos (inglês jurídico), e o estudante ainda terá noção de como funciona o common Law, oficial nos EUA, diferente da nossa civil law:

Civil law: estrutura jurídica válida no Brasil, com base no legislativo.

Common law: estrutura jurídica usada oficialmente em países como Estados Unidos, Reino Unido e Austrália; tem base na jurisprudência, por meio das decisões dos tribunais, considerando casos semelhantes anteriores. Importante papel do juiz nas decisões.

Requisitos de admissão de estrangeiros

As universidades americanas não trabalham com vestibulares. O estudante interessado em ingressar em um curso do ensino superior nos EUA precisa apresentar uma série de documentos. Cada instituição tem exigências específicas, mas normalmente pedem histórico escolar, comprovante de condição financeira, diplomas acadêmicos, currículos, cartas de referência, entre outros. Os candidatos estrangeiros precisam que seus documentos estejam traduzidos por um tradutor certificado. A admissão terá base na avaliação dos documentos de cada candidato. Portanto, quanto melhor forem as notas em seu currículo escolar e as médias em seu boletim acadêmico, maior a sua chance de ser admitido em diferentes (e nas melhores) universidades americanas.

Os estudantes interessados em um curso de Direito, no entanto, precisam de uma exigência a mais: para ingressar em uma Law School, é necessário possuir diploma de graduação de no mínimo quatro anos em qualquer área. Portanto, mesmo que a sua vontade seja um bacharelado americano em Direito, é preciso, obrigatoriamente, já possuir uma formação acadêmica brasileira. Além disso, todas as escolas de Direito nos Estados Unidos cobram a realização do teste de proficiência em inglês (IELTS ou TOEFL) e do Law School Admission Test (LSAT), especificamente para candidatos à graduação de Direito.

Law School Admission Test

O teste de admissão para cursos em escolas de Direito dos EUA é administrado pelo Law School Admission Council. A prova testa o raciocínio lógico, de interpretação de texto, analítico e verbal dos candidatos, além de exigir uma redação. É realizada quatro vezes por ano na América e possui versões no mundo todo. No Brasil, ela é realizada no Rio de Janeiro e em São Paulo. Você pode checar as datas no site do LSAC. A sua nota no teste pode ser o fator decisivo da sua admissão em uma universidade americana. O estudante não é permitido prestar o LSAT mais de três vezes a cada dois anos.

Graduações e outros cursos de Direito

Uma vez admitido em uma Law School, você deverá pagar as taxas para efetuar a matrícula. A instituição, então, providenciará os documentos que deverão ser apresentados na entrevista no consulado americano, para ser concedido o visto de estudante. É importante ter em mente que um diploma estrangeiro de Direito, da mesma forma que de Medicina, deverá ser revalidado no Brasil para poder exercer a profissão no país.

Além das graduações, o estudante interessado na área pode optar por cursos rápidos de inglês jurídico. Se a vontade for mesmo obter em um diploma de bacharelado no exterior, mas acredita que suas chances de ser aceito não são boas (seja pela fluência no idioma ou por não ter as notas mínimas suficientes), você pode começar por um curso preparatório de Direito.

Governo quer nova lei de imigração

O governo quer aprovar uma nova lei de imigração para garantir direitos para os estrangeiros e assim também poder exigir bom tratamento aos brasileiros no exterior, pelo princípio da reciprocidade. Além disso, o governo considera que o atual Estatuto do Estrangeiro, aprovado em 1980 sob a ditadura militar e a doutrina de segurança nacional, não é compatível com o Brasil democrático, que quer ganhar mais influência nos foros internacionais.

 

O projeto de uma nova lei de imigração foi enviado ao Congresso há quase três anos, pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas ainda não foi sequer discutido, disse nesta quarta no Rio o presidente do Conselho Nacional de Imigração (Cnig), Paulo Sérgio de Almeida, na abertura de um seminário sobre o tema, promovido pelos ministérios da Justiça, do Trabalho e das Relações Exteriores. “O eixo da nova política vão ser os direitos dos imigrantes”, adiantou Almeida, funcionário do Ministério do Trabalho.

 

Rodrigo do Amaral Souza, diretor do Departamento de Imigração e Assuntos Jurídicos do Ministério das Relações Exteriores, disse que o “governo brasileiro nutre a expectativa” de que com a nova lei os brasileiros também tenham os seus direitos assegurados em outros países. O diplomata explicou que o Brasil esperou quatro anos para adotar o princípio da reciprocidade com os espanhóis, restringindo só recentemente sua entrada no País, depois da primeira crise deflagrada em 2008 pelo aumento no número de brasileiros barrados na Espanha.

 

As restrições à entrada de espanhóis coincidem com o bom momento vivido pela economia brasileira, em contraste com a crise enfrentada pelos países da zona do euro, em especial a Espanha. Esse bom momento, combinado com o valor alto do real frente ao dólar – apesar das desvalorizações recentes – explica a decisão do governo americano de facilitar a concessão de vistos aos brasileiros. “Esse é um processo que poderá evoluir muito rapidamente para a abolição da exigência de vistos”, prevê Amaral.

 

“O imigrante no Brasil, assim como o emigrante brasileiro, consomem produtos, pagam impostos e devem usufruir da prestação de serviços públicos”, argumentou Paulo Abrão, secretário nacional de Justiça. “Precisamos superar a ótica do estrangeiro como estranho, como inimigo, e tratá-lo como cidadão global que exerce o legítimo direito de migrar.”

 

Foram concedidos no ano passado vistos de trabalho para 70 mil estrangeiros – o que representa um aumento de 22% sobre 2010, que por sua vez já tinha crescido 20% em relação a 2009. Muitos são trabalhadores especializados que vêm instalar equipamentos.

 

Almeida reconheceu que é difícil contabilizar o número de trabalhadores imigrantes ilegais, mas disse que os acordos que permitem a livre circulação com os países vizinhos devem ter servido para diminuir a entrada irregular. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Morar em vários países ajuda a ser promovido

Por LESLIE KWOH

Se você crê que um período de trabalho no exterior pode lhe garantir um cargo mais elevado, comece a arrumar as malas.

Agora que o processo de levar um produto ao mercado envolve uma rede cada vez mais mundial de comercialização, gerentes que disputam cargos executivos devem estar dispostos a trabalhar no exterior por vários períodos. Esses profissionais com experiência em dois ou três países estão em alta demanda, pois o tempo passado no exterior amplia sua capacidade de administrar operações complexas e interligadas — habilidades que não podem ser desenvolvidas na sede da empresa ou num período breve no exterior, dizem recrutadores e gerentes de recursos humanos.

Jason Schneider

“Não há nada como estar no próprio local para ver a realidade de como o negócio realmente funciona”, diz Tom Kolder, presidente da firma de recrutamento de executivos Crist|Kolder. “Temos visto isso passar de ‘seria uma vantagem’ para ‘é essencial’”.

No passado, enviar um executivo para o estrangeiro sinalizava que ele não era mais vital para as operações do dia-a-dia, diz James Hertlein, diretor administrativo da Boyden, firma de recrutamento de executivos. Agora, sete em cada dez clientes pedem experiência internacional ao procurar executivos de alto escalão ou membros do conselho; e, desses sete, cerca de metade começou recentemente a exigir vários anos de experiência em diversos países, estima Hertlein.

À frente dessa mudança estão os diretores-presidentes que desejam ter uma equipe na sede com experiência prática em administração em quase qualquer parte do mundo, desde encontrar parceiros locais até prever as preferências dos clientes.

À medida que a Xerox Corp. transferia suas divisões de design, fabricação e fornecimento para parceiros no exterior, os empregados com experiência em várias regiões do mundo tornaram-se os mais adequados para administrar essas parcerias — por exemplo, supervisionando um produto desde os estágios iniciais de fabricação na China até o lançamento para clientes de varejo no Brasil, diz Tom Maddison, diretor de recursos humanos da Xerox.

“Agora já não tem mais valor estar em Nova York gerenciando operações no exterior”, diz ele.

Assim, quando a empresa precisou de um novo diretor financeiro, pediu aos recrutadores que encontrassem candidatos com “ampla experiência mundial no setor”. Tradução: quando se trata de períodos de trabalho no exterior, “quanto mais, melhor”, diz Maddison.

A equipe que buscava um diretor financeiro encontrou o executivo Luca Maestri, italiano de nascimento que já morou em mais de seis de países — inclusive Brasil, Irlanda e Tailândia — a serviço da General Motors Co. e da Nokia Siemens Networks. A Xerox nomeou Maestri seu diretor financeiro no início de 2011.

Quando veteranos em trabalhos no exterior como Maestri estão na sala, as discussões na sede da empresa, no Estado americano de Connecticut, logo passam das grandes ideias para os detalhes específicos — por exemplo, como uma dada faixa demográfica se comporta na Índia, ou qual diretor-presidente brasileiro seria melhor chamar para um dado projeto, diz Maddison. E acrescenta que esses executivos não só sabem conduzir os negócios como também quem se deve contatar.

Ter experiência no local também pode reduzir o risco de uma empresa incorrer em problemas com subornos e pagamentos por baixo da mesa, que são “bastante comuns” em alguns países em desenvolvimento, observa Kolder. Por ter experiência no país, um executivo pode identificar onde essas armadilhas podem ocorrer, e garantir que haja controles em ação para evitá-las, diz ele.

Na Xerox, os executivos com experiência mundial trazem suas redes de contatos pessoais para a empresa. Mas o importante é ter acesso ao conhecimento que eles têm dos locais, e não usar a sua influência, ressalta Maddison. “A influência é uma ladeira escorregadia, e é preciso ter cuidado”, diz ele.

A Idex Corp. também queria alguém com experiência internacional significativa quando substituiu um membro do conselho que se aposentou no ano passado. A fabricante americana de produtos industriais e de tecnologia escolheu Tony Satterthwaite, executivo da área de energia, que já havia passado quatro anos no Reino Unido e cinco anos em Cingapura chefiando a divisão de geração elétrica da Cummins Inc.

Embora os membros ativos do conselho tivessem alguma experiência internacional, Satterthwaite conhecia os “detalhes sinistros” da formação de canais de distribuição, navegação pelos processos regulatórios e compreensão do papel do governo, diz o diretor-presidente Andrew Silvernail.

Silvernail reconhece que essa nova exigência tem um custo pessoal alto para os executivos, que podem não se animar a mudar a família para o exterior duas vezes ou mais. Ele mesmo nunca morou no exterior, mas diz que teria feito isso se seus chefes tivessem pedido. Contudo, passar mais que cinco ou seis anos fora do país teria sido um sacrifício demasiado grande.

“Para mim, pessoalmente, seria muito difícil, porque tenho uma família muito unida”, diz ele.

Alguns críticos dizem que contratar candidatos em função do seu currículo global traz nômades, e não líderes. O trabalho no estrangeiro recompensa o funcionário por retornos de curto prazo e não por resultados duradouros, diz Brian Kropp, diretor administrativo da Corporate Executive Board, empresa de pesquisa e consultoria. Em vez disso, ele recomenda mandar os executivos para outrospaíses em viagens longas, de até duas semanas a cada mês.

Na Xerox, onde oito de cada dez executivos do alto escalão são promovidos de dentro da empresa, as estrelas em ascensão fazem rotação em períodos no exterior de dois a quatro anos, de modo que precisam passar por esse “teste decisivo” informal bem antes de serem candidatos a cargos executivos, diz Maddison.

O atual presidente da divisão de tecnologia da Xerox, Armando Zagalo de Lima, é fruto dessa preparação. O executivo, português de nascimento, tem ocupado sucessivos cargos no exterior há 22 anos, com passagens pela Bélgica, Reino Unido e Espanha. Trabalhando agora na sede, em Connecticut, o executivo de 53 anos supervisiona mais de 160 países e é diretamente subordinado à diretora-presidente Ursula Burns.

Os anos de estrada o treinaram nos detalhes mais sutis dos negócios em vários mercados, mas ele diz que sua esposa e seus dois filhos sofreram com as constantes mudanças de país. Mesmo assim, ele diz que teria disposição para fazer tudo de novo.

“Posso me ver facilmente vivendo no Brasil. Posso me ver morando no México”, diz ele. “Se isso acontecer, poderia ser emocionante.

Brasileiros poderão sacar fgts no exterior

Os brasileiros residentes na Europa não precisam mais voltar ao Brasil para sacar o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A Caixa Econômica Federal  e os ministérios do Trabalho e das Relações Exteriores inauguraram nesta terça-feira (8), em Londres, na Inglaterra, um novo serviço que permite aos brasileiros o saque do FGTS.

Bruxelas, Paris, Roterdã e Dublin são as próximas cidades a contar com o serviço. Essas cidades possuem um fluxo de brasileiros mais intenso. A concentração é maior, principalmente, em Londres e Paris, explicou a gerente do FGTS da Caixa, Rosangela Aparecida Gomes, acrescentando que a iniciativa surgiu a partir do sucesso obtido no Japão e nos EUA. Em dois anos, o serviço já liberou cerca de R$ 12 milhões aos brasileiros.

Para realização do saque, é preciso atender algumas condições, como contrato de trabalho no Brasil rescindido sem justa causa e permanência do trabalhador por três anos ininterruptos fora do regime do FGTS.

Os brasileiros interessados devem consultar o extrato do FGTS no site da Caixa e enviar o pedido de saque aos Consulados-Gerais do Brasil, localizados em uma das cinco cidades europeias. O dinheiro do FGTS será creditado na conta do trabalhador na Caixa ou em outra instituição bancária no Brasil.

A gerente Rosangela Gomes esclareceu ainda que, caso não possua conta bancária no Brasil, o trabalhador poderá indicar a conta de alguém de sua confiança para o depósito. A indicação poderá ser feita na solicitação que será entregue ao Consulado, não sendo necessária autorização em cartório.

Essa parcela de conta vinculada, que está impedida de ser retirada, é importante, pois os recursos poderão ser utilizados para socorrer os trabalhadores, já que a Europa sofre um período de recessão, afirmou Gomes.

De acordo com a gerente da Caixa, o prazo para o recurso ser liberado é de até 15 dias úteis, após a entrega da documentação, condicionada à certificação de que as condições exigidas foram atendidas.

Fonte: Portal Planalto