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Experiência internacional: 84% dos profissionais desejam vaga no exterior

06 de janeiro de 2012 • 15h58 Por: Viviam Klanfer Nunes

SÃO PAULO – Apesar de a crise financeira mundial não ter afetado de forma tão intensa o mercado de trabalho brasileiro, grande parte do profissionais gostaria de encontrar um posição fora do País.

De acordo com pesquisa feita pela Trabalhando.com, com 308 profissionais, 84% deles responderam que desejam trabalhar em alguma outra nação. Dos profissionais que desejam uma vaga lá fora, 14% têm preferência por algum país na América Latina.

Um volume maior, porém, prefere a Europa: são 27%. A mesma pesquisa revelou que 43% dos que gostariam de uma posição no exterior não se importariam com o destino. Além disso, de todos os profissionais entrevistados, apenas 16% afirmaram que não têm intenção de buscar uma vaga lá fora.

Experiências profissionais podem ser muito ricas para a vida e para o currículo. Mas, quanto o assunto é um trabalho internacional, há ainda mais elementos a se aproveitar. “Trabalhar em outro país é uma excelente maneira de aprender e conviver com outra cultura, além de ser a forma mais eficiente de se aperfeiçoar em outro idioma”, avalia Renato Grinberg.

Apesar dos atrativos, uma oportunidade no exterior não deve ser aceita sem nenhum critério. De acordo com Grinberg, o profissional deve buscar o melhor momento de sua carreira para fazer tal investida e não se deixar levar pelo encantamento e possível grandeza de um emprego fora do País.

“É necessário levar em consideração o que ele espera para sua carreira, se essa oportunidade internacional é realmente relevante para seus objetivos e se, de fato, terá o que agregar em termos de experiência e formação profissional”, pondera Grinberg.

Quais elementos considerar em uma proposta de trabalho no exterior? Grinberg dá algumas dicas:

1. Situação econômica do país – vale avaliar por qual momento financeiro o país está passando. Na Espanha, por exemplo, o índice de desempregado está em 22,6%. Pode não ser uma boa ideia se mudar para um país que não está conseguindo empregar seus habitantes;

2. Saúde financeira da empresa - faça uma pesquisa minuciosa sobre a empresa e verifique como está sua “saúde financeira”. Se mudar de país e a empresa decretar falência ou estiver no meio de um processo judiciário grave, pode ser um grande risco para você;

3. Direitos e deveres – avalie cuidadosamente todos os direitos e deveres que estão sendo propostos a você. As leis trabalhistas de outros países podem ser muito diferentes das brasileiras;

4. Salário (custo/benefício) – é preciso checar se o salário é compatível ao necessário para viver bem no outro país; muitas vezes, quando se converte o valor para a moeda brasileira, a quantia parece alta, mas, dependendo do país em que você terá de se instalar, pode não ser suficiente.

Escassez de talentos faz com que empregadores busquem profissionais fora do Brasil

18 de novembro de 2011 • 15h52 Por: Gladys Ferraz Magalhães

SÃO PAULO – A escassez de talentos já está fazendo com que empregadores do Brasil busquem profissionais fora do País, segundo revela a edição 2011 da Pesquisa de Mobilidade de Mão de Obra do ManpowerGroup.

De acordo com o estudo, 14% dos empregadores brasileiros buscam profissionais no exterior, sendo que os mais demandados são engenheiros, executivos seniores, gerentes, professores e técnicos.

No que diz respeito aos países, Estados Unidos, Argentina, Alemanha, Portugal e Espanha são os que mais cedem profissionais.

“No Brasil, as leis de trabalho são mais rigorosas que em outros países e desencorajam os empregadores a buscar profissionais estrangeiros. Mas esta tem sido uma alternativa para alguns; seis em dez empregadores brasileiros enfrentam escassez de talentos. Mas, enquanto o empregador brasileiro continuar encontrando dificuldades para preencher vagas em aberto, por conta das carências nas áreas de educação e qualificação de profissionais, a busca de trabalhadores em outros países deve interessar mais empregadores”, explica o CEO da Manpower Brasil, Riccardo Barberis.

Expatriados
Ainda conforme a pesquisa, dentre as empresas que buscam talentos estrangeiros, 40% das organizações com sede no Brasil empregam mais de um trabalhador expatriado no nível gerencial ou superior.

Entretanto, os empregadores brasileiros ainda encontram dificuldades para contratar profissionais estrangeiros, sendo que as principais são custos (26%), conhecimento sobre os processos de recrutamento (9%), barreiras da língua (9%) e processo de relocação (9%).

O estudo aponta também que 36% dos empregadores estão preocupados com o impacto sobre o mercado de trabalho interno dos talentos deixando o Brasil para trabalhar em outro país, com 82% dos empregadores do Brasil acreditando que o governo e as empresas deveriam agir mais para diminuir a migração de talentos e atrair essas pessoas de volta para o País.