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Welcome to Brazil: saiba como conseguir emprego após temporada no exterior

SÃO PAULO – A crise internacional tem feito com que muitos brasileiros  retornem ao Brasil após uma longa temporada. De acordo com os últimos dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 174.597 pessoas voltaram ao Brasil em 2010. Quem volta tem pressa de reencontrar a família, os amigos e de conseguir um novo emprego. Mas a recolocação no mercado brasileiro nem sempre é tão rápida como a pessoa imagina.

Para o diretor-executivo da Ricardo Xavier Recursos Humanos, Marshal Raffa, a demora em conseguir uma oportunidade acontece por alguns motivos. O primeiro, segundo ele, é que geralmente o brasileiro que morou fora por alguns anos, ao ler as notícias relacionadas ao crescimento do Brasil, acredita que o mercado de trabalho está muito aquecido.

“A pessoa acha que vai chegar aqui e que vão surgir muitas oportunidades. E não é bem assim. Por causa da crise externa, alguns setores colocaram o pé no freio; isso não quer dizer que estão demitindo, mas pararam de contratar”.

Além da expectativa muito alta, alguns brasileiros deixaram de estudar quando estavam trabalhando em outro país. Dessa maneira, eles são vistos pelos empregadores como pessoas sem formação. “Ele não está apto ao mercado. O mercado absorve quem tem qualificação e experiência”.

Idioma e salário
Outro problema comum é que o brasileiro procura se relacionar com outros brasileiros quando está em outro país e, com isso, não busca aprimorar o idioma para se tornar fluente.

Além disso, os profissionais buscam um emprego visando ganhar o mesmo salário que ganhavam fora do Brasil. A dica do especialista é que a pessoa faça a conversão da moeda, pensando no custo de vida e no mercado de trabalho brasileiro.

O que fazer
Mas nem tudo está perdido. Quem trabalha fora do Brasil tem experiência internacional, conseguiu conviver com outras culturas e teve o contato diário com outro idioma. E, se a pessoa souber valorizar isso, as chances aumentam. É o que explica a gerente de Recursos Humanos da Personal Service, Michele Pinho.

“Na hora da entrevista, mostre ao recrutador o que aquela experiência acrescentou na sua vida pessoal e profissional. Não é a experiência pela experiência. Se você trabalhou como garçonete, teve contato com o público, isso melhorou a sua comunicação, por exemplo”.

Outro passo importante é reativar a rede de contatos. Faça contatos com ex-colegas de trabalho, de escola, faculdade, amigos e familiares. Conte para eles que você está de volta e busca uma nova oportunidade.

O profissional também deve disponibilizar seu currículo em redes sociais, como o Linkedin, e se cadastrar em sites gratuitos de vagas de emprego. Se a pessoa ficou fora durante muitos anos, vale buscar um curso rápido, como extensão, na área em que já atua ou buscar um curso profissionalizante ou de tecnólogo.

30 de abril de 2012 • 10h55 Por: Karla Santana Mamona

Escassez de talentos faz com que empregadores busquem profissionais fora do Brasil

18 de novembro de 2011 • 15h52 Por: Gladys Ferraz Magalhães

SÃO PAULO – A escassez de talentos já está fazendo com que empregadores do Brasil busquem profissionais fora do País, segundo revela a edição 2011 da Pesquisa de Mobilidade de Mão de Obra do ManpowerGroup.

De acordo com o estudo, 14% dos empregadores brasileiros buscam profissionais no exterior, sendo que os mais demandados são engenheiros, executivos seniores, gerentes, professores e técnicos.

No que diz respeito aos países, Estados Unidos, Argentina, Alemanha, Portugal e Espanha são os que mais cedem profissionais.

“No Brasil, as leis de trabalho são mais rigorosas que em outros países e desencorajam os empregadores a buscar profissionais estrangeiros. Mas esta tem sido uma alternativa para alguns; seis em dez empregadores brasileiros enfrentam escassez de talentos. Mas, enquanto o empregador brasileiro continuar encontrando dificuldades para preencher vagas em aberto, por conta das carências nas áreas de educação e qualificação de profissionais, a busca de trabalhadores em outros países deve interessar mais empregadores”, explica o CEO da Manpower Brasil, Riccardo Barberis.

Expatriados
Ainda conforme a pesquisa, dentre as empresas que buscam talentos estrangeiros, 40% das organizações com sede no Brasil empregam mais de um trabalhador expatriado no nível gerencial ou superior.

Entretanto, os empregadores brasileiros ainda encontram dificuldades para contratar profissionais estrangeiros, sendo que as principais são custos (26%), conhecimento sobre os processos de recrutamento (9%), barreiras da língua (9%) e processo de relocação (9%).

O estudo aponta também que 36% dos empregadores estão preocupados com o impacto sobre o mercado de trabalho interno dos talentos deixando o Brasil para trabalhar em outro país, com 82% dos empregadores do Brasil acreditando que o governo e as empresas deveriam agir mais para diminuir a migração de talentos e atrair essas pessoas de volta para o País.

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