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Sem planejamento necessário, intercâmbio pode virar pesadelo

Intercambistas de SP encontraram problemas de trabalho e moradia. Diretor do Procon dá dicas para evitar situações parecidas.

Publicado Sábado, 19 de Maio de 2012, às 06:19 | G1

Sem planejamento necessário, intercâmbio pode virar pesadelo

Morar em um país estranho, com pessoas desconhecidas e de culturas diferentes. A tarefa já não seria fácil se tudo saísse conforme o planejado. Quando surgem os problemas, então, o sonho do intercâmbio pode se transformar em pesadelo. Foi o que aconteceu com dois jovens do interior de São Paulo.

 

Em 2006, o administrador Diego Melhado e mais três amigos partiram para um programa de “Work & Travel” nos Estados Unidos esperando trabalhar em atendimento ao público, mas, quando chegaram ao local, descobriram que o emprego não estava acertado. “A pessoa que nos recebeu disse que estava esperando apenas dois brasileiros, e não quatro”, conta.

 

Tentando resolver o problema, o agente dividiu o grupo em dois e enviou os rapazes para cidades diferentes. Diego e um amigo foram levados para trabalhar na produção de uma estamparia. “Nos colocaram para lavar telas usadas para estampar camisetas. Não recebi nenhum tipo de proteção, como luvas ou máscaras, e as roupas que eu usei tiveram que ir para o lixo”, relata Diego.

 

Os rapazes viram a função como trabalho escravo e se recusaram a voltar no dia seguinte. “Não foi para isso que nós viajamos. Nós fomos para lá para trabalhar com o público e aprender inglês”, diz o administrador. Segundo ele, a maior parte dos funcionários da estamparia era de origem latina e mal conhecia a língua falada no país.

 

Após três dias, os intercambistas reencontraram os outros dois brasileiros que haviam sido enviados para outra cidade e, juntos, resolveram procurar emprego por conta própria. “Tentamos ligar para a agência no Brasil, mas ninguém nos deu suporte”, afirma. Depois de um mês sem fazer nada, os quatro jovens conseguiram trabalho em restaurantes próximos ao apartamento que dividiam, em Hollywood Beach, e permaneceram assim até o término previsto para o programa.

 

Moradia
A falta de emprego não foi o único imprevisto que os rapazes precisaram enfrentar. Eles esperavam morar em um apartamento mobiliado, mas o local oferecido pela agência de intercâmbio possuía apenas fogão, geladeira e dois colchões infláveis, que precisaram ser divididos entre os quatro rapazes. “Montamos o apartamento com móveis que achamos na rua. Felizmente, os americanos costumam deixar ao lado do lixo os móveis que já não querem mais”, conta Diego.

 

O jornalista Alessandro Azevedo também teve problemas com a moradia durante o tempo que passou nos Estados Unidos. “Fui parar em uma casa no subúrbio de Chicago, onde moravam outros sete estudantes. O casal de proprietários ficava fora o dia todo e o lugar era uma bagunça, completamente imundo”, relata.

 

Segundo ele, antes de viajar, a escola pediu que fosse preenchida uma ficha, onde ficou registrado que ele era alérgico a diversos fatores. Ainda assim, Alessandro precisou dormir em um cômodo que não havia passado por nenhum tipo de limpeza. “Meu quarto era embaixo da escada, como o do Harry Potter, e eu tinha crises alérgicas todo dia por causa da rinite”, diz.

 

De acordo com ele, a agência do Brasil foi procurada e afirmou que não poderia ajudar. “Disseram que eu teria que resolver tudo por lá, então, conversei com a direção da escola, mostrei fotos, eles vistoriaram a casa e me mudaram de lugar”, afirma.

 

Prevenção
Para Lyse Allegrini, diretora comercial de uma agência de intercâmbios de Sorocaba (SP), a escolha do serviço que vai fazer a intermediação entre os dois países é fundamental para que tudo saia dentro dos conformes. “Antes de tudo, é preciso verificar se a agência é associada à Belta, que é o órgão que regulamenta o sistema de intercâmbio no Brasil”, diz.

 

A busca pelas referências da empresa também é uma ótima maneira de se prevenir esse tipo de problema. “É importante que o consumidor consulte o site do Procon para verificar se a agência existe e se há reclamações contra ela. Conversar com pessoas que já utilizaram o serviço também é fundamental”, afirma o diretor do órgão em Jundiaí (SP), Antônio Giaretta.

 

Outra forma de evitar dores de cabeça fora do país de origem é estar ciente de todos os detalhes antes de embarcar. “Ninguém deve viajar sem saber onde vai ficar. Nós costumamos entregar um guia com todos os serviços, telefones de emergência e contatos da coordenação de intercâmbio do país de destino, até porque, a maior parte das pessoas que procuram nosso serviço nunca esteve fora do Brasil”, conta Lyse.

 

Mesmo com todas as recomendações, caso o intercambista ainda encontre problemas, Giaretta recomenda que tudo seja documentado. “É preciso suportar a situação, pelo menos até que tudo seja fotografado. Se enviadas por e-mail para a família no Brasil, essas provas podem servir para que o Procon exija ressarcimento”, explica o diretor.

Estudar Direito no exterior


Law School

A escolha de estudar Direito no exterior traz diversas vantagens para a carreira acadêmica e profissional do estudante brasileiro. Oferecidos pelas Law Schools, os cursos ligados a esta área nos Estados Unidos são ideais para quem gostaria de se especializar e trabalhar com assuntos internacionais. O seu inglês será aperfeiçoado, o vocabulário e terminologia relacionados à área serão adquiridos (inglês jurídico), e o estudante ainda terá noção de como funciona o common Law, oficial nos EUA, diferente da nossa civil law:

Civil law: estrutura jurídica válida no Brasil, com base no legislativo.

Common law: estrutura jurídica usada oficialmente em países como Estados Unidos, Reino Unido e Austrália; tem base na jurisprudência, por meio das decisões dos tribunais, considerando casos semelhantes anteriores. Importante papel do juiz nas decisões.

Requisitos de admissão de estrangeiros

As universidades americanas não trabalham com vestibulares. O estudante interessado em ingressar em um curso do ensino superior nos EUA precisa apresentar uma série de documentos. Cada instituição tem exigências específicas, mas normalmente pedem histórico escolar, comprovante de condição financeira, diplomas acadêmicos, currículos, cartas de referência, entre outros. Os candidatos estrangeiros precisam que seus documentos estejam traduzidos por um tradutor certificado. A admissão terá base na avaliação dos documentos de cada candidato. Portanto, quanto melhor forem as notas em seu currículo escolar e as médias em seu boletim acadêmico, maior a sua chance de ser admitido em diferentes (e nas melhores) universidades americanas.

Os estudantes interessados em um curso de Direito, no entanto, precisam de uma exigência a mais: para ingressar em uma Law School, é necessário possuir diploma de graduação de no mínimo quatro anos em qualquer área. Portanto, mesmo que a sua vontade seja um bacharelado americano em Direito, é preciso, obrigatoriamente, já possuir uma formação acadêmica brasileira. Além disso, todas as escolas de Direito nos Estados Unidos cobram a realização do teste de proficiência em inglês (IELTS ou TOEFL) e do Law School Admission Test (LSAT), especificamente para candidatos à graduação de Direito.

Law School Admission Test

O teste de admissão para cursos em escolas de Direito dos EUA é administrado pelo Law School Admission Council. A prova testa o raciocínio lógico, de interpretação de texto, analítico e verbal dos candidatos, além de exigir uma redação. É realizada quatro vezes por ano na América e possui versões no mundo todo. No Brasil, ela é realizada no Rio de Janeiro e em São Paulo. Você pode checar as datas no site do LSAC. A sua nota no teste pode ser o fator decisivo da sua admissão em uma universidade americana. O estudante não é permitido prestar o LSAT mais de três vezes a cada dois anos.

Graduações e outros cursos de Direito

Uma vez admitido em uma Law School, você deverá pagar as taxas para efetuar a matrícula. A instituição, então, providenciará os documentos que deverão ser apresentados na entrevista no consulado americano, para ser concedido o visto de estudante. É importante ter em mente que um diploma estrangeiro de Direito, da mesma forma que de Medicina, deverá ser revalidado no Brasil para poder exercer a profissão no país.

Além das graduações, o estudante interessado na área pode optar por cursos rápidos de inglês jurídico. Se a vontade for mesmo obter em um diploma de bacharelado no exterior, mas acredita que suas chances de ser aceito não são boas (seja pela fluência no idioma ou por não ter as notas mínimas suficientes), você pode começar por um curso preparatório de Direito.

Governo quer nova lei de imigração

O governo quer aprovar uma nova lei de imigração para garantir direitos para os estrangeiros e assim também poder exigir bom tratamento aos brasileiros no exterior, pelo princípio da reciprocidade. Além disso, o governo considera que o atual Estatuto do Estrangeiro, aprovado em 1980 sob a ditadura militar e a doutrina de segurança nacional, não é compatível com o Brasil democrático, que quer ganhar mais influência nos foros internacionais.

 

O projeto de uma nova lei de imigração foi enviado ao Congresso há quase três anos, pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas ainda não foi sequer discutido, disse nesta quarta no Rio o presidente do Conselho Nacional de Imigração (Cnig), Paulo Sérgio de Almeida, na abertura de um seminário sobre o tema, promovido pelos ministérios da Justiça, do Trabalho e das Relações Exteriores. “O eixo da nova política vão ser os direitos dos imigrantes”, adiantou Almeida, funcionário do Ministério do Trabalho.

 

Rodrigo do Amaral Souza, diretor do Departamento de Imigração e Assuntos Jurídicos do Ministério das Relações Exteriores, disse que o “governo brasileiro nutre a expectativa” de que com a nova lei os brasileiros também tenham os seus direitos assegurados em outros países. O diplomata explicou que o Brasil esperou quatro anos para adotar o princípio da reciprocidade com os espanhóis, restringindo só recentemente sua entrada no País, depois da primeira crise deflagrada em 2008 pelo aumento no número de brasileiros barrados na Espanha.

 

As restrições à entrada de espanhóis coincidem com o bom momento vivido pela economia brasileira, em contraste com a crise enfrentada pelos países da zona do euro, em especial a Espanha. Esse bom momento, combinado com o valor alto do real frente ao dólar – apesar das desvalorizações recentes – explica a decisão do governo americano de facilitar a concessão de vistos aos brasileiros. “Esse é um processo que poderá evoluir muito rapidamente para a abolição da exigência de vistos”, prevê Amaral.

 

“O imigrante no Brasil, assim como o emigrante brasileiro, consomem produtos, pagam impostos e devem usufruir da prestação de serviços públicos”, argumentou Paulo Abrão, secretário nacional de Justiça. “Precisamos superar a ótica do estrangeiro como estranho, como inimigo, e tratá-lo como cidadão global que exerce o legítimo direito de migrar.”

 

Foram concedidos no ano passado vistos de trabalho para 70 mil estrangeiros – o que representa um aumento de 22% sobre 2010, que por sua vez já tinha crescido 20% em relação a 2009. Muitos são trabalhadores especializados que vêm instalar equipamentos.

 

Almeida reconheceu que é difícil contabilizar o número de trabalhadores imigrantes ilegais, mas disse que os acordos que permitem a livre circulação com os países vizinhos devem ter servido para diminuir a entrada irregular. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Morar em vários países ajuda a ser promovido

Por LESLIE KWOH

Se você crê que um período de trabalho no exterior pode lhe garantir um cargo mais elevado, comece a arrumar as malas.

Agora que o processo de levar um produto ao mercado envolve uma rede cada vez mais mundial de comercialização, gerentes que disputam cargos executivos devem estar dispostos a trabalhar no exterior por vários períodos. Esses profissionais com experiência em dois ou três países estão em alta demanda, pois o tempo passado no exterior amplia sua capacidade de administrar operações complexas e interligadas — habilidades que não podem ser desenvolvidas na sede da empresa ou num período breve no exterior, dizem recrutadores e gerentes de recursos humanos.

Jason Schneider

“Não há nada como estar no próprio local para ver a realidade de como o negócio realmente funciona”, diz Tom Kolder, presidente da firma de recrutamento de executivos Crist|Kolder. “Temos visto isso passar de ‘seria uma vantagem’ para ‘é essencial’”.

No passado, enviar um executivo para o estrangeiro sinalizava que ele não era mais vital para as operações do dia-a-dia, diz James Hertlein, diretor administrativo da Boyden, firma de recrutamento de executivos. Agora, sete em cada dez clientes pedem experiência internacional ao procurar executivos de alto escalão ou membros do conselho; e, desses sete, cerca de metade começou recentemente a exigir vários anos de experiência em diversos países, estima Hertlein.

À frente dessa mudança estão os diretores-presidentes que desejam ter uma equipe na sede com experiência prática em administração em quase qualquer parte do mundo, desde encontrar parceiros locais até prever as preferências dos clientes.

À medida que a Xerox Corp. transferia suas divisões de design, fabricação e fornecimento para parceiros no exterior, os empregados com experiência em várias regiões do mundo tornaram-se os mais adequados para administrar essas parcerias — por exemplo, supervisionando um produto desde os estágios iniciais de fabricação na China até o lançamento para clientes de varejo no Brasil, diz Tom Maddison, diretor de recursos humanos da Xerox.

“Agora já não tem mais valor estar em Nova York gerenciando operações no exterior”, diz ele.

Assim, quando a empresa precisou de um novo diretor financeiro, pediu aos recrutadores que encontrassem candidatos com “ampla experiência mundial no setor”. Tradução: quando se trata de períodos de trabalho no exterior, “quanto mais, melhor”, diz Maddison.

A equipe que buscava um diretor financeiro encontrou o executivo Luca Maestri, italiano de nascimento que já morou em mais de seis de países — inclusive Brasil, Irlanda e Tailândia — a serviço da General Motors Co. e da Nokia Siemens Networks. A Xerox nomeou Maestri seu diretor financeiro no início de 2011.

Quando veteranos em trabalhos no exterior como Maestri estão na sala, as discussões na sede da empresa, no Estado americano de Connecticut, logo passam das grandes ideias para os detalhes específicos — por exemplo, como uma dada faixa demográfica se comporta na Índia, ou qual diretor-presidente brasileiro seria melhor chamar para um dado projeto, diz Maddison. E acrescenta que esses executivos não só sabem conduzir os negócios como também quem se deve contatar.

Ter experiência no local também pode reduzir o risco de uma empresa incorrer em problemas com subornos e pagamentos por baixo da mesa, que são “bastante comuns” em alguns países em desenvolvimento, observa Kolder. Por ter experiência no país, um executivo pode identificar onde essas armadilhas podem ocorrer, e garantir que haja controles em ação para evitá-las, diz ele.

Na Xerox, os executivos com experiência mundial trazem suas redes de contatos pessoais para a empresa. Mas o importante é ter acesso ao conhecimento que eles têm dos locais, e não usar a sua influência, ressalta Maddison. “A influência é uma ladeira escorregadia, e é preciso ter cuidado”, diz ele.

A Idex Corp. também queria alguém com experiência internacional significativa quando substituiu um membro do conselho que se aposentou no ano passado. A fabricante americana de produtos industriais e de tecnologia escolheu Tony Satterthwaite, executivo da área de energia, que já havia passado quatro anos no Reino Unido e cinco anos em Cingapura chefiando a divisão de geração elétrica da Cummins Inc.

Embora os membros ativos do conselho tivessem alguma experiência internacional, Satterthwaite conhecia os “detalhes sinistros” da formação de canais de distribuição, navegação pelos processos regulatórios e compreensão do papel do governo, diz o diretor-presidente Andrew Silvernail.

Silvernail reconhece que essa nova exigência tem um custo pessoal alto para os executivos, que podem não se animar a mudar a família para o exterior duas vezes ou mais. Ele mesmo nunca morou no exterior, mas diz que teria feito isso se seus chefes tivessem pedido. Contudo, passar mais que cinco ou seis anos fora do país teria sido um sacrifício demasiado grande.

“Para mim, pessoalmente, seria muito difícil, porque tenho uma família muito unida”, diz ele.

Alguns críticos dizem que contratar candidatos em função do seu currículo global traz nômades, e não líderes. O trabalho no estrangeiro recompensa o funcionário por retornos de curto prazo e não por resultados duradouros, diz Brian Kropp, diretor administrativo da Corporate Executive Board, empresa de pesquisa e consultoria. Em vez disso, ele recomenda mandar os executivos para outrospaíses em viagens longas, de até duas semanas a cada mês.

Na Xerox, onde oito de cada dez executivos do alto escalão são promovidos de dentro da empresa, as estrelas em ascensão fazem rotação em períodos no exterior de dois a quatro anos, de modo que precisam passar por esse “teste decisivo” informal bem antes de serem candidatos a cargos executivos, diz Maddison.

O atual presidente da divisão de tecnologia da Xerox, Armando Zagalo de Lima, é fruto dessa preparação. O executivo, português de nascimento, tem ocupado sucessivos cargos no exterior há 22 anos, com passagens pela Bélgica, Reino Unido e Espanha. Trabalhando agora na sede, em Connecticut, o executivo de 53 anos supervisiona mais de 160 países e é diretamente subordinado à diretora-presidente Ursula Burns.

Os anos de estrada o treinaram nos detalhes mais sutis dos negócios em vários mercados, mas ele diz que sua esposa e seus dois filhos sofreram com as constantes mudanças de país. Mesmo assim, ele diz que teria disposição para fazer tudo de novo.

“Posso me ver facilmente vivendo no Brasil. Posso me ver morando no México”, diz ele. “Se isso acontecer, poderia ser emocionante.

Brasileiros poderão sacar fgts no exterior

Os brasileiros residentes na Europa não precisam mais voltar ao Brasil para sacar o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A Caixa Econômica Federal  e os ministérios do Trabalho e das Relações Exteriores inauguraram nesta terça-feira (8), em Londres, na Inglaterra, um novo serviço que permite aos brasileiros o saque do FGTS.

Bruxelas, Paris, Roterdã e Dublin são as próximas cidades a contar com o serviço. Essas cidades possuem um fluxo de brasileiros mais intenso. A concentração é maior, principalmente, em Londres e Paris, explicou a gerente do FGTS da Caixa, Rosangela Aparecida Gomes, acrescentando que a iniciativa surgiu a partir do sucesso obtido no Japão e nos EUA. Em dois anos, o serviço já liberou cerca de R$ 12 milhões aos brasileiros.

Para realização do saque, é preciso atender algumas condições, como contrato de trabalho no Brasil rescindido sem justa causa e permanência do trabalhador por três anos ininterruptos fora do regime do FGTS.

Os brasileiros interessados devem consultar o extrato do FGTS no site da Caixa e enviar o pedido de saque aos Consulados-Gerais do Brasil, localizados em uma das cinco cidades europeias. O dinheiro do FGTS será creditado na conta do trabalhador na Caixa ou em outra instituição bancária no Brasil.

A gerente Rosangela Gomes esclareceu ainda que, caso não possua conta bancária no Brasil, o trabalhador poderá indicar a conta de alguém de sua confiança para o depósito. A indicação poderá ser feita na solicitação que será entregue ao Consulado, não sendo necessária autorização em cartório.

Essa parcela de conta vinculada, que está impedida de ser retirada, é importante, pois os recursos poderão ser utilizados para socorrer os trabalhadores, já que a Europa sofre um período de recessão, afirmou Gomes.

De acordo com a gerente da Caixa, o prazo para o recurso ser liberado é de até 15 dias úteis, após a entrega da documentação, condicionada à certificação de que as condições exigidas foram atendidas.

Fonte: Portal Planalto

É possível trabalhar enquanto se estuda no exterior? Novas dicas de intercâmbio!

Postado em 27 de abril de 2012 por Flávio Emílio

DROPS DE CARREIRA: É possível trabalhar enquanto se estuda no exterior?

FERNANDA BARRETTO: Sim, alguns países permitem que brasileiros trabalhem enquanto estão estudando e/ou após o período de estudos. São eles: Canadá, Irlanda, Austrália, Nova Zelândia, África do Sul e Argentina. Cada um desses países tem suas próprias regras para que estudantes possam trabalhar.

DROPS DE CARREIRA: Muitos ainda insistem em achar que intercâmbio é uma opção apenas para os ricos… Isso é verdade?

FERNANDA BARRETTO: Não mesmo. Cada vez mais a classe C está investindo no intercâmbio. Atualmente, com o Real forte, os programas de intercâmbio estão muito acessíveis. Fora que a IE está sempre facilitando o pagamento em 6, 10 ou 12 vezes sem juros. Existem ainda aqueles que se programam e fazem uma “poupança” para isso.

DROPS DECARREIRA: Qual o período mínimo de uma viagem de estudos para o exterior? E a duração máxima?

FERNANDA BARRETTO: Em geral a duração mínima é de 2 semanas. Já a máxima, depende do nível do idioma escolhido ou mesmo programa a fazer. Pode chegar a 1 ano.

DROPS DE CARREIRA: Que providências devem tomar as pessoas que desejam fazer um curso no exterior ou mesmo enviar seus filhos para uma temporada em outro país?

FERNANDA BARRETTO: Primeiro procurar por uma agência idônea e reconhecida pelo mercado. Conversar com conhecidos que já fizeram intercâmbio ajuda a escolher o melhor destino, bem como o atendimento na agência de intercâmbio vai esclarecer muita coisa sobre isso. Providenciar passaporte, visto e vacinas quando necessários. Caso o filho seja menor de idade, não esquecer de uma autorização para viajar desacompanhado ao exterior. O ideal é que comece a planejar essa viagem com ao menos 3 meses de antecedência, para que tudo possa ser feito sem pressa e atropelos.

As pessoas vão estudar no exterior pelas razões certas?

No mundo atual, estudar no exterior é mais uma forma de se destacar do que um privilégio. Há alguns anos, realizar o sonho de ser admitido por uma universidade estrangeira era uma tarefa árdua; mas, hoje, há muitas opções de instituições internacionais com programas específicos para a admissão de estrangeiros. Estudar no exterior já não tem mais os difíceis obstáculos de pouco tempo atrás. No entanto, é preciso se questionar: quais são as razões certas para se optar por estudar no exterior?

Muitas pessoas desejam estudar em outro país pela imagem que os filmes hollywoodianos transmitem sobre a vida universitária: festas, festas e mais festas. E esse, às vezes, acaba sendo o fator chave na hora de decidir-se pelo local de estudo no exterior. É claro que os estudantes dão – e devem dar – grande importância às experiências culturais e à emoção de viajar e morar em um lugar completamente novo. Mas deve-se ter em mente que o objetivo da viagem são os estudos.

Entre os fatores que lhe levarão a optar por um curso no exterior, com certeza, irão conter a vontade de morar sozinho, a oportunidade de conhecer diferentes lugares famosos, vivenciar uma nova cultura, entre outras. Mas a prioridade tem que ser as suas conquistas acadêmicas. Conseguir ser admitido por uma universidade estrangeira pode não ser mais tão difícil, mas elas exigirão responsabilidade e comprometimento de seus estudantes. Você terá uma rotina atarefada, com lições de casa, provas, projetos, etc. Tenha em mente que a menção de um curso no exterior será um enorme upgrade em seu currículo. Portanto, leve-o a sério e dê o seu máximo para concluí-lo da melhor maneira possível.

As razões irão variar entre os estudantes. Existem opções de cursos e universidades que atenderão adequadamente a cada uma delas. Algumas têm foco maior na convivência social e cultural nos campi, promovendo eventos e festas entre os departamentos e grêmios. Outras realizarão viagens de campo, excursões, aulas ao ar livre, etc. Por isso é preciso pesquisar bastante entre as opções no exterior e saber fazer a escolha certa para você. Não esquecendo em momento algum que a sua prioridade é estudar!

Por Brenda Bellani

Exchange programs in Europe and South America

Exchange programs in Europe (September 2012 to June 2013)

COUNTRY
High School Program
Application Deadline
Gross  price
France
Academic Year, EU students only; term and semester available
May 15th
From 6930 EUR
England
A-Level academic year in Lincolnshire, EU students only
June 30th
From 4915 GBP
England
A-Level academic year in Lincolnshire, non EU students
May 15th
From 10635 GBP
England
Academic Year in the Devon, EU students only
May 15th
10345 GBP
England
A-Level academic year in Gloucestershire, EU students only
June 15th
8100 GBP
England
A-Level academic year in Cambridge, EU students only
June 15th
13300 GBP
Ireland
Academic Year in Killarney, EU students only; Term and Semester available
May 15th
9290 EUR
Ireland
Academic Year in Monaghan, EU students only; Term and Semester available
May 15th
7995 EUR
Ireland
Academic Year in Dublin, EU students only; Term and Semester available
May 15th
13 345 EUR
Italy
Academic Year, EU students only; Term and Semester available
May 15th
6485 EUR
Portugal
Academic Year
May 15th
4475 EUR
Spain
Academic Year; term and semester available
May 30th
From 8300 EUR

 Exchange programs in South America

COUNTRY
High School Program
Application Deadline
price
Argentina
Semester (from early August to mid December 2012)
May 30th
4450 USD
Brazil
Semester (from July to December 2012)
May 15th
6855 USD
Chile
Semester (from mid July 2012 to early January 2013); Term and academic year also available.
May 15th
4380 EUR
Ecuador
Semester (from September 2012 to January 2013)
May 15th
4975 USD
Ecuador
Academic Year (from September 2012 to June 2013)
June 15th
6765 USD
Mexico
Semester (from September 2012 to January 2013)
May 15th
4180 EUR
Mexico
Academic Year (from September 2012 to May 2013)
May 15th
4905 EUR

International School System: your network of private American high schools

COUNTRY
High School Program
Application Deadline
Gross Price
St Paul, MN, USA
St Paul Preparatory School
June 15th
22 500 USD*
Paris, France
Notre-Dame International High School
June 15th
20 000 EUR
Beijing, China
St Paul American School
June 15th
22 470 USD*

* Scholarships available.
Contact us to get more information on any of the above programs!

Best regards,

info@readyforyou.org

Estudo no exterior deve atrair 282 mil brasileiros neste ano

A estudante Luisa Naves embarca em junho para o Canadá

Os intercâmbios em países estrangeiros são cada vez mais procurados por estudantes. O número de brasileiros que vão estudar no exterior deve subir de 217 mil pessoas, registrado em 2011, para 282 mil neste ano. Isso representa um aumento de 30%, segundo dados da Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav). A imersão em outra cultura facilita o aprendizado de idiomas e dá experiência de vida ao intercambista. Os idiomas mais procurados são inglês, espanhol, francês, italiano e alemão.

Os estudantes também buscam cursos como high school, pós-graduação e outras atividades educacionais. E ainda há aqueles que procuram cursos de menor duração que possam ser feitos durante as férias de julho.

Canadá e Estados Unidos são os destinos mais comuns, seguidos por África do Sul, Inglaterra e Argentina. Os preços variam de R$ 2,8 mil a R$ 16 mil, dependendo do país, do tempo de curso e das acomodações.

Dentre as vantagens de se estudar no exterior, a facilidade de fixação do idioma é a principal. “A pessoa vai conseguir fluência muito mais fácil do que se estudar no Brasil, porque ela vai falar só o idioma. Além de que o estudante ganha mais experiência de vida e tem que se virar no dia a dia. E quando a pessoa opta por escolher uma casa de família, ainda vivencia o cotidiano de pessoas nativas”.

O gerente comercial Samarone Rodrigues Vilela, 32 anos, voltou, na semana passada, de São Francisco, nos Estados Unidos, onde ficou por 30 dias. Lá ficou em uma casa de família com outros três intercambistas, um coreano, um espanhol e um alemão. “A experiência é única. Eu aconselharia todo pai a mandar o filho, caso tenha condição financeira, para ter contato com a língua em um país estrangeiro. É um aprendizado enorme, uma cultura diferente. Você cresce pessoalmente e profissionalmente”, disse. Esta foi a terceira vez que Vilela fez intercâmbio. “Eu já tinha ido para a Austrália, onde fiquei por duas semanas, e para a Inglaterra, onde estudei por 30 dias. E já estou planejando a nova viagem para o ano que vem. Ainda estou em dúvida, mas pode ser que seja para o Canadá”, afirmou.

Estudante vai fazer curso de inglês

A estudante Luisa Ferraz Naves, 17 anos, terminou o 3º ano do ensino médio e, antes de entrar na faculdade, vai fazer um intercâmbio para o Canadá. A viagem será em junho para Vancouver e terá duração de seis meses. Tudo está organizado desde o ano passado. “É uma oportunidade que todo mundo tem que ter. Estou indo para praticar o inglês e para ganhar mais experiência de vida, mais vivência. Sempre morei com minha mãe e, caso eu vá fazer faculdade fora, será mais fácil de eu me adaptar tendo feito o intercâmbio, por causa das novas experiências”, disse.

Luisa Naves vai ficar em casa de família. “Não acho que vou ter dificuldade. Serei a única intercambista na casa e vou conviver com eles falando inglês o tempo todo. E ainda vou fazer curso. Será ótimo para eu aperfeiçoar o idioma”, afirmou.

Principais destinos

Auckland (Nova Zelândia)
Barcelona (Espanha)
Berlim (Alemanha)
Boston (Estados Unidos)
Bournemouth (Inglaterra)
Brisbane (Austrália)
Buenos Aires (Argentina)
Cambridge (Inglaterra)
Cidade do Cabo (África do Sul)
Dublin (Irlanda)
Gold Coast (Austrália)
Londres (Inglaterra)
Los Angeles (Estados Unidos)
Madri (Espanha)
Melbourne (Austrália)
Nova York (Estados Unidos)
Orlando (Estados Unidos)
Paris (França)
Roma (Itália)
San Diego (Estados Unidos)
São Francisco (Estados Unidos)
Sydney (Austrália)
Toronto (Canadá)
Vancouver (Canadá)

Estimativa de preços

Argentina (Buenos Aires, Mendoza ou Bariloche) 3 meses – R$ 4 mil
Curso de idioma
3 meses de acomodação
Transfer opcional – busca o estudante no aeroporto
Curso + material didático
Seguro saúde

Inglaterra (Londres) 3 meses – R$ 16 mil
Curso de idioma
3 meses de acomodação
Transfer opcional – busca o estudante no aeroporto
Curso + material didático
Seguro saúde

Canadá (Vancouver) 6 meses – R$ 15 mil
Curso de idioma
6 meses de acomodação
Transfer opcional – busca o estudante no aeroporto
Curso + material didático
Seguro saúde

Inglaterra (Londres) 1 mês – R$ 8 mil
Curso de idioma
1 mês de acomodação
Transfer opcional – busca o estudante no aeroporto
Curso + material didático
Seguro saúde

Trabalho Voluntário no Exterior

Voluntariado é uma atitude nobre em que pessoas doam seu tempo e esforço realizando atividades que agregam valor a outras pessoas. Há indivíduos que se sentem bem em ajudar outras pessoas. Se essa vontade vem, realizar trabalho voluntário pode acontecer na vizinhança, na escola do bairro ou no condomínio. Para algumas pessoas, conhecer a realidade de outros países e poder ajudá-los é extremamente gratificante.

Para quem deseja fazer trabalho voluntário no exterior, existem diversas instituições pelo mundo que precisam de voluntários. Não é férias, claro que irá ter o momento para passear, mas é muito sério e tem que ter comprometimento. Os voluntários poderão lidar com pessoas em situação de risco, por isso, é necessário ter preparo e responsabilidade.

A língua não pode dificultar o trabalho, portanto, conseguir se comunicar bem é um requisito.

Ninguém é igual, cada um tem uma preferência. Trabalho voluntário é para fazer bem para as outras pessoas a para si mesmo, por este motivo, trabalhar na área que ama será benéfico para todos. Quem gosta de crianças, irá amar ajudar crianças, há quem prefira cuidar de animais ou da natureza. É bom fazer o que se sente bem.