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Europa aprova medidas para aumentar investimento e emprego

O novo mecanismo de garantias estará disponível apenas para Grécia, Portugal e Irlanda. Por enquanto, apenas Atenas pediu a sua ativação

União Europeia

19/04/2012 | 12:11 | Dinheiro Vivo

O Parlamento Europeu aprovou hoje a utilização de fundos de coesão para cobrir garantias de empréstimos cedidos por instituições como Banco Europeu de Investimento (BEI), permitindo aceder a mais financiamento privado e avançar com projetos de investimento que, caso contrário, estariam parados. O novo mecanismo destina-se apenas a países com empréstimos externos, mas, por enquanto, apenas foi solicitada pela Grécia.

“Esta medida destina-se a dar resposta às graves dificuldades com que se deparam alguns Estados-Membros, especialmente a Grécia, para obterem os fundos privados necessários à execução de projetos fundamentais que só parcialmente podem ser custeados por fundos públicos”, escreve a Comissão Europeia em comunicado. “Este instrumento irá fomentar o aumento do investimento na economia e, logo, a criação de empregos.”

O objetivo da medida é desbloquear projetos que estejam parados devido à necessidade de redução do investimento público. A Comissão Europeia cita como exemplo, a construção de autoestradas com portagem e subvenções a empresas, prevendo que, só na Grécia, a realização de projetos no setor dos transportes “poderia criar cerca de 50 mil novos empregos”.

Mas como funciona este mecanismo de “partilha de riscos”? Ele parte de um acordo que será assinado entre a Comissão e uma instituição financeira que conceda garantias (por exemplo, o BEI). A União Europeia cobriria assim parte do risco associado à concessão de empréstimos ou garantias, permitindo captar mais financiamento privado. “Por exemplo, na Grécia, 1,5 mil milhões de euros de investimento da UE deverão gerar empréstimos ou garantias equivalentes a, pelo menos, 2,25 mil milhões de euros, destinados a projetos de infraestruturas”, acrescenta a Comissão.

Aproveitando a crise na Europa

Intercambistas brasileiros estão aproveitando a crise européia

Canadá e Estados Unidos que se cuidem!

Há tempos ocupando o ranking dos destinos mais procurados pelos brasileiros que querem estudar no exterior, estes dois países estão “ameaçados” por conta da crise europeia.

Desde o segundo semestre de 2011, muitos jovens brasileiros que desejam realizar o sonho de estudar no exterior estão optando por países do velho continente – em especial Inglaterra, Irlanda, Malta, Alemanha e França, além de Portugal e Grécia, até então pouco comuns entre intercambistas.

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Irlanda: Governo quer criar cem mil empregos até 2016

Na apresentação do «plano de ação para o Emprego», o primeiro-ministro Enda Kenny sublinhou que as propostas têm como objetivo principal pôr a Irlanda a trabalhar.

Entre isenções fiscais, linhas de crédito e a criação de um fundo de apoio às exportações são mais de 250 as medidas propostas.

Entre as medidas, destaca-se o sistema de recompensas. Qualquer irlandês que esteja a viver no estrangeiro e que consiga encontrar nesses países investidores prontos a apostar na Irlanda recebe um prémio do governo de Dublin.

Na apresentação do plano, Enda Kenny admitiu que, na ilha, há gente que precisa desesperadamente de encontrar emprego.

Na Irlanda, há 450 mil desempregados, uma taxa de 14%. Com estas medidas, o governo pretende criar cerca de 100 mil empregos até 2016.

Dublin, Irlanda ainda gera oportunidades a brasileiros

Conheça um dos lugares mais receptivos no campo profissional e acadêmico para estrangeiros

Além de ser a capital da Irlanda, Dublin, já é vista com bons olhos pelos estudantes e estrangeiros que pensam em estudar e trabalhar no exterior. Ao contrário dos Estados Unidos e da Inglaterra, cujo sistema de aprovação de visto continua burocrático, a Irlanda possibilita que você tire o visto quando já estiver dentro do país, sem complicações e exigências assustadoras.

Para residir em Dublin ou em qualquer outro lugar da Irlanda, é preciso analisar qual visto se encaixa com a sua situação, que pode ser de:

  • Turista: Neste caso, o passaporte funciona como se fosse um visto. Sem nenhuma burocracia, o turista pode ficar até 90 dias no território europeu;
  • Estudante: Este é o mais procurado pelos novos fãs de Dublin/Irlanda. Assim que aterrissar, o estudante deverá mostrar o seu passaporte ao fiscal de imigração, no qual comprove que o passaporte tenha pelo menos 6 meses de validade; documento que comprove a matrícula no curso desejado; seguro saude local obrigatorio; documento de acomodação; e pelo menos 3 mil euros em espécie.
    Para tirar o visto é preciso estar matriculado em algum curso com carga horário mínima de 15 horas semanais; ter conhecimento suficiente para poder acompanhar as aulas do curso; obter seguro saúde de qualquer empresa irlandesa privada (também é válido o seguro governamental oferecido pela escola local); e trazer com você o valor mínimo de 3 mil euros, valor exigido para entrar na Irlanda e abrir uma conta em um banco irlandês.
    O visto de estudante permite que se trabalhe 20 horas semanais durante o período de curso e até 40 horas em época de férias;
  • Green Card e Work Permit: Também conhecidos como ‘vistos de trabalhos’, eles permitem que o visitante trabalhe em uma empresa irlandesa. Para tirar o Green Card e o Work Permit o contrato de trabalho deve ser de no mínimo 2 anos e seis meses, respectivamente.

Uma vez em Dublin, você não pode deixar de conhecer um pub (public house). Mais do que um bar, o pub faz parte da cultura irlandesa. Lá, você conhece pessoas novas, diverte-se, ouve boa música e ainda tem a possibilidade de conseguir um emprego temporário, ao qual de encaixe às horas de trabalho disponíveis ao visto de estudante.

Também conhecida como “Ilha Esmeralda”, a Irlanda é um lugar que espalha verde por todas as partes. Enquanto a badalação fica por conta dos pubs, as paisagens transmitem sossego, tranquilidade e beleza. É uma experiência visual incrível!

Português condenado a dois anos e meio de prisão por liderar rede de prostituição na Irlanda

Um português de 43 anos foi condenado a dois anos e meio de prisão por liderar uma rede de prostituição, mas poderá só cumprir metade se aceitar ser deportado, noticia a imprensa irlandesa.

Luís Delgado, nascido em Angola, mas criado em Portugal, confessou-se culpado das acusações de dirigir uma rede de prostitutas brasileiras em Sligo, província no noroeste da Irlanda.

De acordo com o diário Independent, duas prostitutas serviram centenas de clientes entre 2005 e 2008, rendendo até 1.500 euros por semana.

Em 2008 fugiu do país mas no ano passado, enquanto estava preso na Holanda por crimes relacionados com armas e droga, o português contactou a polícia irlandesa e disponibilizou-se para ser julgado, facilitando a extradição.

No julgamento realizado na terça-feira no tribunal de Sligo, o juiz Tony Hunt teve em conta não ter existido coerção nem violência e também os bons antecedentes familiares de Delgado, que se instalou na Irlanda em 2002.

No final, condenou o português a dois anos e meio de prisão, mas suspendeu os últimos 15 meses por um período de dez anos na condição de aceitar sair da Irlanda no espaço de 24 horas após ser libertado.

Irlanda – O Gourmet

http://ogourmet.net/blog/diariodebordo/irlanda/

Pessoal eu nunca fui a Irlanda, mas este país cada vez mais faz parte do roteiro de jovens brasileiros em viagens de intercambio. Apesar de não conhecer sou fascinado pelo país, principalmente depois de ter assistido os filmes “Meu pé esquerdo”estrelado por Daniel Day Lewis e “The Commitments”do Diretor Alan Parker.  Mas o texto abaixo não é meu, é da jornalista Kelly Isis Pelisser, que morou em Dublin por seis meses e agora está de volta à boa comida e ao bom vinho da Serra gaúcha.

trevo-irlandes

A Irlanda não é propriamente um paraíso do turismo gastronômico. Talvez a explicação esteja na pequena extensão da ilha e com um solo pouco fértil, ou seja, a oferta de alimentos nunca foi das melhores por lá. Não há um prato típico do país. Os que chegam mais perto disso são, na verdade, os mesmos da Grã-Bretanha. E não poderia ser muito diferente, afinal, por 800 anos, a Irlanda pertenceu ao Reino Unido. A independência do país é recente, de 1923. Os pratos mais tradicionais são o stew, um ensopado de batatas, outros legumes e carne, e o fish and chips, peixe empanado com batatas fritas. Ah, atenção para as batatas: são cortadas em bastão, não em palitos, como as brasileiras.

stew - ensopado com batatas

fish-chips

Aliás, praticamente tudo leva batatas. O legume é o principal acompanhamento, como o arroz é no Brasil. Pode ser purê, fritas, assadas, em saladas: sempre estarão no prato ao lado de carnes ou de outra receita. Afinal, batatas crescem em qualquer tipo de solo. A Irlanda enfrentou duas grandes fomes no passado, em 1740 e 1847, quando morreram mais de 1,5 milhão de pessoas e outras 1 milhão migraram para os EUA pela falta do vegetal: na primeira vez, por causa de uma geada forte e, na segunda, em função de ferrugem, uma praga que assolou as batatas.

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Mas nem só do legume vive a ilha. O tradicional café da manhã é o mesmo que o inglês: bacon, ovos fritos e o feijão branco com molho vermelho. Sim, eles comem feijão em molho de tomate adocicado. Não é tão ruim quanto os brasileiros costumam pensar. Depois desse café da manhã, eles não almoçam. O horário do meio-dia é destinado a um lanche rápido, quase sempre um sanduíche. A principal refeição do dia é o jantar, tradicionalmente às 18h (sim, super cedo).

Particularmente, acho que o estilo de vida adotado pelos irlandeses, que prioriza a praticidade, contribui para a obesidade no país. Fast food, frituras e alimentos pré-prontos estão à mesa da maioria das casas da ilha. As frutas são importadas, ou da América do Sul ou da África, e, por isso, caras.

guinnes-beer

Mas, quando se fala em bebida, a coisa muda. A cerveja é uma instituição nacional. Eu brinco que deve haver mais pubs do que supermercados em Dublin. Se você estiver com sede é mais fácil de resolver do que se estiver com fome. Mas, brincadeiras à parte, é verdade que os irlandeses bebem muito, muito mesmo, apesar de haver inúmeras leis para coibir o consumo de álcool. A mais tradicional cerveja é a Guinness, da inconfundível marca do tucano. A cervejaria que fica no coração da cidade é paixão nacional. Nos pubs, ela só é vendida em pints, medida de cerca de meio litro. Ou seja, dois copos e você já terá bebido um litro de cerveja! A Guinness é uma draught do tipo stout, escura, um tanto cremosa, criada há 252 anos (!). Nos pubs, as cervejas sempre saem de máquinas (parecidas com as de chopp no Brasil). As importadas são vendidas em long necks (tem Brahma para vender lá, produzida no Reino Unido, mas vendida como “Brazilian beer”). A função nos pubs começa cedo, lá pelas 18h, e também acaba cedo, ali pela meia-noite durante a semana e às 2h aos sábados. O bom é que para entrar não se paga ingresso.

jameson-whisky

Além da cerveja, os irlandeses gostam de whisky. No centro de Dublin fica a fábrica da Jameson. Na Irlanda do Norte, está a Bushmills, a mais antiga destilaria de whisky do mundo ainda em atividade, inaugurada em 1608 (ou seja, há 403 anos). Nas prateleiras de supermercado ou lojas especializadas, vinhos têm lugar de destaque. Mas só importados, já que o país não produz uvas. É fácil encontrar rótulos sul-americanos – chilenos, argentinos e uruguaios (inclusive mais baratos do que encontramos por aqui). Mas nunca vi nenhum vinho brasileiro na Europa.

Bom, se a comida não é lá tão maravilhosa em Dublin, ao menos, quem gosta de cerveja ou de outras bebidas tem na cidade um ponto obrigatório de visita.

Sláinte*

*saúde, em irlandês

OCDE prevê que Irlanda retome o crescimento já este ano

A Irlanda será o único país da zona euro sob intervenção da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional (FMI) que não vai terminar o ano em recessão. Para 2011, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) prevê já uma retoma do crescimento económico, para 1,2% do PIB.Irlanda acordou um empréstimo externo com Bruxelas e o FMI em Novemrbo de 2010</p>
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<div style=As perspectivas económicas de longo prazo da economia irlandesa parecem para a instituição mais favoráveis do que o projectado em Maio e mesmo face às previsões negativas esperadas para outros países também afectadas pela crise das dívidas na zona euro (alguns em profunda recessão).

Num relatório apresentado hoje em Dublin, a OCDE revê em alta as projecções de crescimento da economia irlandesa, quando há cinco meses apontava para uma estagnação económica no final deste ano. Em 2012, a economia vai abrandar, mas manter-se em crescimento, de 1% do PIB.

O défice público deve ficar em 10% este ano, “antes de uma trajectória de redução nos anos seguintes”, prevê a organização com base nas medidas que o Governo está a implementar – e que a OCDE elogia –no quadro do programa de ajustamento financeiro acordado com a Comissão Europeia, o FMI e o Banco Central Europeu em Novembro do ano passado como contrapartida ao empréstimo de 85 mil milhões de euros.

“Estão a ser realizados bons progressos para cortar o défice orçamental, mas é preciso fazer mais”, defende. O objectivo do défice para 2015 é de 3% – o limite inscrito no Pacto de Estabilidade e Crescimento para os países da zona euro. Segundo prevê a OCDE, em 2012, o défice irlandês estará ainda nos 8,6% e, no seguinte, em 6,5%.

A economia irlandesa estava em recessão desde 2008, “depois de uma década de forte crescimento” que chegou a colocar o país entre os quatro com maiores crescimentos económicos per capita entre os Estados-membros da OCDE.

Para a instituição liderada por Angel Gurría, há três eixos em que o Governo se deve concentrar para potenciar áreas estruturais da economia e, assim, “aumentar as probabilidades de sucesso” económico: promover um ambiente que incentive o investimento empresarial, flexibilizar o mercado de trabalho e qualificar a mão-de-obra.

“Se o crescimento económico continuar, a Irlanda deverá enfrentar uma redução do défice mais rapidamente do que consta do programa [de ajustamento], o que ajudará a sua credibilidade nos mercados financeiros [actualmente fechados para as economias em dificuldade na zona euro]”, referiu em comunicado Robert Ford, director-adjunto da divisão de estudos da OCDE sobre a economia irlandesa.