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Brasil dá pouco retorno dos impostos pagos

País ocupa pior colocação em ranking mundial, segundo pesquisa.

O Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) fez um levantamento com os 30 países que possuem maior carga tributária do mundo e constatou que a população brasileira é a que menos vê retorno dos impostos pagos. No topo da lista estão Austrália, Estados Unidos, Coréia do Sul, Japão e Irlanda.  Já os piores colocados no ranking são, além do Brasil, Itália, Bélgica, Hungria e França.

O estudo apontou que a carga tributária do Brasil é de 35,13%. Isso significa que os impostos pagos pela população aos governos federal, estadual e municipal correspondem a 35,13% de toda a riqueza gerada no país, ou seja, do Produto Interno Bruto (PIB), explica João Eloi Olenike, presidente do IBPT. “Esta é uma situação que nós acompanhamos há bastante tempo, mas que só agora temos uma prova concreta, com números”, diz.

A pesquisa aponta que há países que têm carga tributária maior que a brasileira. Itália e França, por exemplo, possuem arrecadações que chegam a até 43% do PIB. Mas, o estudo do IBPT considerou também o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) para verificar se os valores arrecadados estariam retornando à população por meio de serviços de qualidade. Neste sentido, o Brasil é o último entre os países analisados, com IDH de 0,718 (Itália e França têm Índice de 0,874 e 0,884, respectivamente).

A partir das análises das cargas tributárias e do IDH dos países analisados, os pesquisadores elaboraram o chamado Índice de Retorno de Bem-estar da Sociedade (Irbes). “Esse Índice aponta o nível de retorno, para a população, dos valores arrecadados com tributos. No caso do Brasil, o retorno é insatisfatório. Fico triste por constatar isso”, fala Olenike.

Ele diz que o retorno em questão é referente aos índices que provocam aumento no IDH e indicam qualidade de vida da população de um país, tais como alfabetização, educação, esperança de vida, mortalidade infantil etc. “Apesar de o Brasil ter uma carga tributária altíssima, a população não recebe retornos em níveis satisfatórios e, por isso, está na última colocação do ranking”, explica o presidente do IBPT.

Melhoria dos gastos

O brasileiro é obrigado a pagar duas vezes para ter acesso a saúde e educação de qualidade, segundo Luiz Fernando Nóbrega, presidente do Conselho Regional de Contabilidade do Estado de São Paulo. “Somos obrigados a pagar por aquilo que deveria ser responsabilidade do governo oferecer depois que os impostos são pagos”, fala.

Nóbrega salienta que o problema do Brasil não é a arrecadação e sim a forma como o dinheiro é gasto. “Vemos escândalos de desvios de verba pública e favorecimentos políticos. Quando se gasta mal, a possibilidade de investir bem é exterminada”, afirma.

Ele utiliza como exemplo a cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), que foi criada para sanear a saúde. “O governo arrecadou muito e, mesmo assim, hoje temos notícias de hospitais que atendem em estado de calamidade, com pessoas morrendo nas filas enquanto aguardam atendimento. O dinheiro tem que ser melhor investido”, comenta Nóbrega.

Olenike também aponta a melhoria dos gastos como uma das soluções para elevar o Brasil no ranking. “As pessoas aqui estão sufocadas com os impostos e se aborrecem por saber que não há o retorno necessário. Para melhorar essa situação, é preciso fazer um trabalho em longo prazo, visando à diminuição da carga tributária e o aumento do IDH”, afirma.

Arrecadação

Nos primeiros 20 dias do ano, o Brasil arrecadou R$ 100 bilhões em impostos, cerca de 10% a mais que no mesmo período do ano passado – e seis dias antes da data em que este montante foi registrado em 2011, segundo a Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Olenike explica que, mesmo sem ter havido nenhum aumento na quantidade de tributos ou alíquotas, a arrecadação bateu recorde porque o fisco está “melhor aparelhado”. “O controle e os cruzamentos das informações inibem a sonegação”, avalia Olenike.

Como justificativa para o recorde na arrecadação, Nóbrega cita a questão da formalização daqueles que estavam na clandestinidade no Brasil. “Facilidades para a abertura de empresas estimulam as pessoas a se formalizarem e isso aumenta a arrecadação”, avalia.

Em 2011, a arrecadação de impostos totalizou R$ 1,5 trilhão – 15% a mais que em 2010, ainda de acordo com a ACSP.
Ógui
Especial para o Terra

Intercâmbio, muito melhor quando é feito com planejamento

Ter a oportunidade de conseguir viver durante um tempo no exterior é sem dúvidas um grande diferencial para carreira de qualquer pessoa. Conhecer uma nova cultura, novas línguas e viver uma realidade diferente do país de origem acrescentam no desenvolvimento pessoal algo muito valorizado pelas empresas atualmente.

Preste atenção nos custos!
Um dos pontos que merecem muita atenção diz respeito ao quanto o intercâmbio vai custar. Quais serão os custos necessários para poder participar de um programa de Intercâmbio? É claro, existem diversas possibilidades (mais caras e mais baratas), e o programa vai acabar dependendo da “profundidade do bolso”, mas, principalmente, do planejamento em torno da realização do objetivo.

Como em todo tipo de despesa grande, o ideal é se antecipar e programar os gastos. Talvez essa lição seja um dever de casa também para os pais consideram o intercâmbio uma boa oportunidade para o futuro dos filhos. A verdade é que não adianta endividar-se para permitir ao filho desfrutar de uma vida (muitas vezes também difícil por problemas financeiros) fora do país.

Veja aqui algumas dicas:

  • Pesquise, conheça famílias que já enviaram filhos para o exterior e procure saber os gastos decorrentes da viagem em si. Não é só pagar o curso e a passagem, é preciso também sustentar-se no exterior (casa de família, alimentação, transporte, bem-estar etc.);
  • Durante o período de acumulação do dinheiro para o intercâmbio, procure mostrar ao seu filho um pouco da cultura local e discuta com ele as possibilidades que o país oferece. Isso pode criar oportunidades valiosas depois de sua chegada;
  • Quanto antes começar o planejamento, menor será o esforço mensal para atingi-lo. Se o intercâmbio é algo que você gostaria de oferecer ao seu filho, mas este ainda é muito pequeno, ótimo! Você tem ótimas opções de investimento para prazos mais longos;
  • Lembre-se também dos gastos existentes antes da viagem, tais como documentação, cuidados pessoais, compra de acessórios (malas, mochila etc.) e um bom check-up médico.

Para incentivar a discussão, a R4U lançou em sua página no Facebook um espaço para debater os mitos e verdades sobre o Intercâmbio. Participe e conheça maiores detalhes sobre as possibilidades que surgem do intercâmbio e lembre-se: planejar todos os passos com cuidado e inteligência fará sua viagem ser muito mais produtiva.