A Ryanair vai inaugurar cinco novas bases, aumentar 13% da frota e irá ainda abrir mil novos postos de trabalho na Europa em 2012. A companhia aérea “low cost” pretende encontrar pilotos, hospedeiras, engenheiros e pessoal de vendas e marketing. Em Portugal, há espaço para engenheiros, indica o portal da empresa, embora sem especificar se faz parte desse grupo de mil novos postos.
Em comunicado, a companhia liderada por Michael O’Leary (na fot) avançou que irá aumentar a frota de 270 para 305 aeronaves em 2012, contando com a abertura de cinco novas bases áreas, na Dinamarca, Espanha, Polónia, Reino Unido e Chipre. A companhia espera que o tráfego suba de 76 milhões de pessoas transportadas em 2011 para 80 milhões no presente ano.
Neste momento, a Ryanair emprega mais de 8.500 trabalhadores e, apesar de indicar as áreas em que pretende alargar a força de trabalho, não adianta mais pormenores. A “Sky News” escreve que a contratação irá centrar-se em colaboradores do Reino Unido, Irlanda, Espanha, Itália ou Portugal. O Negócios contactou a empresa mas ainda não conseguiu obter uma resposta.
Na página de Internet da companhia aérea, é indicado que há vagas para engenheiros e mecânicos em 44 bases europeias, “onde se inclui Reino Unido e Irlanda, Itália, Alemanha, Noruega, Espanha e Portugal”. Contudo, não há indicação de que estes postos se incluem nos mais de mil novos postos de trabalho anunciados.
A Ryanair está presente em Portugal através de duas bases, em Faro e no Porto. No ano passado, a companhia voltou a frisar a intenção de abrir uma terceira base, desta vez em Lisboa. Contudo, em Setembro de 2011, a ANA Aeroportos negou quaisquer conversações para a instalação dessa base.
De acordo com a “Sky News”, a contratação não passará pela Irlanda, país sede da empresa. “Enquanto que a Ryanair tem crescido rapidamente para se tornar na companhia aérea número um em Espanha, Itália, Reino Unido e em muitos outros países da União Europeia, continuamos a reduzir os voos, o tráfego e número de postos de trabalho na Irlanda, onde os aeroportos monopolistas da DAA [Dublin Airport Authority] são completamente anti-concorrenciais”, declara o porta-voz Stephen McNamara, no comunicado da companhia.
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