O Inglês (English) é uma língua germânica ocidental que se desenvolveu no sul da Grã-Bretanha durante a Idade Média. Como resultado da influência militar, econômica, científica, política e cultural do Império Britânico, durante os séculos XVIII, XIX e início do XX, e dos Estados Unidos desde meados do século XX,[5][6][7][8] o inglês tornou-se a lingua franca, em muitas partes do mundo.[9][10] Ele é usado extensivamente como segunda língua e como língua oficial em países da Commonwealth e muitas organizações internacionais.
A língua inglesa se origina de vários dialetos do germânico ocidental falados pelos jutos, anglos e saxões, que invadiram a ilha da Grã-Bretanha, antes dominada por celtas, a partir do século V. Ela sofreu influência das línguas nórdicas com as invasões vikings e, a partir de 1066, com conquista normanda recebeu um importante superstrato da língua francesa, dando origem ao inglês medieval. A etimologia da palavra “English” é uma derivação da palavra englisc ou Engle do inglês arcaico do século XII, forma plural Angles (“dos, relativos a, ou característico da Inglaterra”).[11]
O inglês moderno se desenvolveu com a Grande Mudança Vocálica, que começou na Inglaterra do século XV e continua a adotar palavras estrangeiras a partir de uma variedade de línguas, bem como inventar novas palavras. Um número significativo de palavras em inglês, especialmente palavras técnicas, foram construídos a partir de raízes do latim e do grego antigo.
O inglês antigo foi a forma do idioma utilizada durante a fase compreendida ente 450 d.C. e o final do século XI. Nela, os franco-normandos invadiram a Inglaterra, fazendo com que a língua da corte e da administração passasse a ser a língua francesa. Era composto por quatro dialetos: o nortúmbrio, o saxão ocidental, o kentiano e o mércio. Foi neste período ainda que a língua dos anglo-saxões primeiro recebeu palavras latinas, durante a ocupação romana.
No inglês antigo e médio a sílaba tônica estava sempre na raiz silábica das palavras derivadas. No inglês moderno, a sílaba tônica pode estar em quase qualquer sílaba de uma palavra.
O ramo germânico ocidental da família indo-europeia, ao qual o inglês pertence, também inclui o baixo alemão (Plattdeutsch), o neerlandês e o frisão. O inglês deriva de três dialetos baixo alemães falados pelos anglos, saxões e jutos, que emigraram da Dinamarca e do norte da Alemanha para se estabelecer na Inglaterra a partir da metade do século V em diante. Estes dialetos estavam caracterizados pela retenção das oclusivas surdas /p, t, k/ transformadas nas fricativas correspondentes em alto alemão /f, th, x/ e das oclusivas sonoras /b, d, g/ transformadas em /p, t, k/. Essas transformações podem ser vistas no seguinte exemplo:
- Baixo alemão – dör, pad, skip, heit
- Inglês – door, path, ship, hot
- Alto alemão – Tür, Pfad, Schiff, heiss
Inglês médio
O inglês médio ou medieval se caracteriza pela fase compreendida entre o início do século XII até o fim do século XV. Nela, temos o reinado da Dinastia Tudor, quando o inglês perdeu muitas de suas flexões nominais e verbais, e muitas palavras francesas incorporaram-se ao léxico.
Inglês moderno
O inglês moderno se caracteriza pela fase compreendida do ano de 1475 d.C. até os dias atuais. Nela, houve a unificação da língua com base no dialeto da região londrina.
A transição do inglês médio ao moderno foi marcada por uma rigorosa evolução fonética na pronúncia das vogais, o que ocorreu entre os séculos XV e XVI. O linguista dinamarquês Otto Jespersen denominou tal mudança de Grande Mudança Vocálica, que se consistiu em alterar a articulação das vogais em relação às posições dos lábios e da língua, que no geral se elevou em um grau. Esta mudança transformou as 20 vogais que possuía o Inglês médio em 18 no Inglês moderno. A escrita permaneceu inalterada como consequência da aparição da imprensa. Até então o Inglês médio possuía uma escrita mais fonética; todas as consoantes se pronunciavam, enquanto que hoje algumas são mudas como o l em walking.
A partir de 1500 começa o período da expansão geográfica do Inglês; primeiro nas regiões vizinhas da Cornuália, Gales, Escócia e Irlanda, onde substitui quase completamente o céltico e nas ilhas Shetlands e Órcadas substitui a língua descendente do Norueguês Antigo chamada norn.
Distribuição geográfica
Cerca de 375 milhões de pessoas falam inglês como sua primeira língua.[12] O inglês hoje é provavelmente a terceira maior língua em número de falantes nativos, depois do chinês mandarim e do espanhol.[13][14] No entanto, quando se combina nativos e não nativos é provavelmente a língua mais falada no mundo, embora eventualmente a segunda, ficando atrás de uma combinação dos idiomas chineses (dependendo ou não das distinções esses idiomas são classificados como “línguas” ou “dialetos”).[15][16]
As estimativas que incluem falantes do inglês como segunda língua variam entre 470 milhões a mais de um bilhão, dependendo de como a alfabetização ou o domínio é definido e medido.[17][18] O professor de Linguística David Crystal calcula que os não-falantes já superam o número de falantes nativos em uma proporção de 3-1.[19]
Os países com maior população de falantes nativos de Inglês são, em ordem decrescente: Estados Unidos (215 milhões),[20] Reino Unido (61 milhões),[21] Canadá (18,2 milhões),[22] Austrália (15,5 milhões),[23] Nigéria (4 milhões),[24] Irlanda (3,8 milhões),[21] África do Sul (3,7 milhões),[25] e Nova Zelândia (3,6 milhões), conforme censo de 2006.[26]
Alfabeto inglês
O inglês é escrito no alfabeto latino, sem nenhum carácter especial. Há aparentes exceções em palavras que mantém a grafia estrangeira, como naïve, Noël e fête. Os nomes das letras são os seguintes:
| A | B | C | D | E | F | G | H | I | J | K | L | M | |
| nome | a | bee | cee | dee | e | ef | gee | aitch | i | jay | kay | el | em |
| pronúncia (IPA) | /eɪ/ | /bi/ | /siː/ | /diː/ | /iː/ | /εf/ | /dʒi/ | /eɪtʃ/ | /aɪ/ | /dʒeɪ/ | /keɪ/ | /εɫ/ | /εm/ |
| N | O | P | Q | R | S | T | U | V | W | X | Y | Z | |
| nome | en | o | pee | cue | ar | ess | tee | u | vee | double-u | ex | wye | zee (EUA) ou zed (R.U.) |
| pronúncia (IPA) | /ɛn/ | /oʊ/ | /piː/ | /kjuː/ | /ɑr/ | /ɛs/ | /tiː/ | /juː/ | /viː/ | /ˈdʌbəɫ juː/ | /ɛks/ | /waɪ/ | /ziː/ ou /zed/ |
Fonologia
Vogais
| AFI | Descrição | exemplo |
|---|---|---|
| monotongos | ||
| i/iː | alta, anterior, não-arredondada | bead |
| ɪ | média alta, central anterior, não-arredondada | bid |
| ɛ | média baixa, anterior, não-arredondada | bed |
| æ | média baixa, anterior, não-arredondada | bad |
| ɒ | baixa, posterior, arredondada | box[cm 1] |
| ɔ/ɑ | média baixa, posterior, arredondada | pawed[cm 2] |
| ɑ/ɑː | baixa, posterior, não-arredondada | bra |
| ʊ | média alta, central posterior | good |
| u/uː | alta, posterior, arredondada | booed[cm 3] |
| ʌ/ɐ/ɘ | média baixa, posterior, não-arredondada; média baixa, central | bud |
| ɜː ou ɝ |
média baixa, central, não-arredondada ou retroflexa |
bird[cm 4] |
| ə | média baixa, posterior, não-arredondada | Rosa’s[cm 5] |
| ɨ | alta, central, não-arredondada | roses[cm 6] |
| Ditongos | ||
| e(ɪ)/eɪ | média alta, anterior, não-arredondada alta, anterior não-arredondada |
bayed[cm 7] |
| o(ʊ)/əʊ | média alta, posterior, arredondada média alta, central posterior |
bode[cm 7] |
| aɪ | baixa, anterior, não-arredondada média alta, central anterior, não-arredondada |
cry |
| aʊ | baixa, anterior, não-arredondada média alta, central posterior |
bough |
| ɔɪ | média baixa, posterior, arredondada alta, anterior, não-arredondada |
boy |
| ʊɚ/ʊə | média alta, central posterior média baixa, posterior, não arredondada |
boor[cm 8] |
| ɛɚ/ɛə/eɚ | média baixa, anterior, não-arredondada média baixa, posterior, não arredondada |
fair[cm 9] |
- Notas
- ↑ O inglês norte-americano não tem este som; palavras com este som são pronunciadas com /ɑ/ ou /ɔ/
- ↑ Alguns dialetos norte americanos não têm esta vogal
- ↑ A letra U pode representar tanto /u/ quanto /ju/. Na pronúncia inglesa, se /ju/ ocorrem após /t/, /d/, /s/ ou /z/, isso normalmente provoca palatização e tais consoantes tornam-se, respectivamente, /ʨ/, /ʥ/, /ɕ/ e /ʑ/, como em tune, during, sugar, e azure. No inglês norte-americano, a palatização não acontece normalmente, a não se que /ju/ seja seguido de r, resultando que /(t, d,s, z) jur/ tornem-se, respectivamente, /tʃɚ/, /dʒɚ/, /ʃɚ/ and /ʒɚ/, como em nature, verdure, sure, e treasure
- ↑ A variante norte-americana deste som é uma vogal matizada de r
- ↑ Muitos falantes do inglês norte-americano não distinguem entre estas duas vogais átonas. Pronunciam roses e Rosa’s do mesmo jeito e o símbolo usado é este: /ə/
- ↑ Este som é comumente transcrito /i/ ou /ɪ/
- ↑ a b Os ditongos /eɪ/ e /oʊ/ são monotongalizados por muitos falantes do inglês padrão norte-americano, respectivamente, em: /eː/ e /oː/
- ↑ Este som apenas aparece em sotaques em que não há vogais matizadas de r. Em alguns sotaques, este som seria /ʊə/, /ɔ:/
- ↑ Este som apenas aparece em sotaques em que não há vogais matizadas de r. Em alguns sotaques, o /ə/ é suprimido, ficando uma vogal longa /ɛ:/
Consoantes
Este é o sistema de consoantes da língua inglesa, transcritos com os símbolos do Alfabeto Fonético Internacional (AFI).
| Bilabiais | Labio- dentais |
Dentais | Alveolares | Palato- alveolares |
Palatais | Velares | Labio- velares |
Glotal | |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Nasais | m | n | ŋ[cn 1] | ||||||
| Plosivas | p b | t d | k ɡ | ||||||
| Africadas | tʃ dʒ[cn 2] | ||||||||
| Fricativas | f v | θ ð[cn 3] | s z | ʃ ʒ[cn 2] | ç[cn 4] | x[cn 5] | h | ||
| Vibrante simples | ɾ[cn 6] | ||||||||
| Aproximantes | ɹ[cn 2] | j | ʍ w[cn 7] | ||||||
| Lateral | l |
- Notas
- ↑ A nasal velar [ŋ] é um alofone de /n/ em alguns sotaques do norte da Grã-bretanha, aparecendo apenas antes de /k/ e /g/. Em todos os outros dialetos, é um fonema separado, embora apareça apenas em fim de sílaba.
- ↑ a b c Os sons /ʃ/, /ʒ/, e /ɹ/ são labializados em alguns dialetos. A labialização nunca é contrastiva na posição inicial e, consequentemente, não é transcrita. A maioria dos falantes do inglês estadunidense e canadense pronuncia “r” (sempre rotizado) como /ɻ/, enquanto que o mesmo é pronunciado no inglês escocês e outros dialetos como vibrante múltipla alveolar.
- ↑ Em alguns dialetos, como o cockney, as interdentais /θ/ e /ð/ são usualmente misturadas com /f/ e /v/, e em outros, como o inglês vernáculo afro-americano, /ð/ é misturado com a dental /d/. Em algumas variedades irlandesas, /θ/ e /ð/ tornam-se as plosivas dentais correspondentes, que então contrastam com as plosivas alveolares.
- ↑ A fricativa palatal surda /ç/ é, na maioria dos sotaques, apenas um alofone de /h/ antes de /j/; por exemplo human /çjuːmən/. Contudo, em alguns sotaques (veja isto), o /j/ desaparece, mas a consoante inicial é a mesma.
- ↑ A fricativa velar surda /x/ é usada por falantes escoceses e galeses em palavras como loch /lɒx/ ou por alguns falantes em palavras emprestadas do alemão ou hebraico, como Bach /bax/ ou Chanukah /xanuka/. /x/ também ocorre no inglês sul-africano. Em alguns dialetos como o scouse (de Liverpool) tanto [x] quanto a africada [kx] podem ser usadas como alofones de /k/ em palavras como docker [dɒkxə]. A maioria dos falantes nativos tem grande dificuldade para pronunciar esse fonema corretamente quando aprendem outras línguas. A maioria usa os sons [k] e [h] no lugar.
- ↑ A vibrante simples alveolar [ɾ] é um alofone de /t/ e /d/ em sílabas átonas no inglês estadunidense, no canadense e no australiano.[27] Esse é o som das letras tt e dd nas palavras latter e ladder, que são homófonas para muitos falantes do inglês na América do Norte. Em alguns sotaques, como o inglês escocês e o indiano, ele substitui /ɹ/. É o mesmo som representado por um r simples do português.
- ↑ O w surdo [ʍ] é encontrado no inglês da Escócia e da Irlanda e em algumas variedades da Nova Zelândia, dos Estados Unidos e da Inglaterra. Na maioria dos outros dialetos, ele é misturado com /w/, e, em alguns dialetos escoceses, com /f/.
Gramática
A língua inglesa possui um sistema de inflexão muito simples, se comparado com a maioria das línguas indo-europeias. Não tem gênero gramatical, pois os adjetivos são invariáveis. Há entretanto, resquícios de flexão casual (o genitivo saxônico e pronomes oblíquos).
Os verbos regulares têm apenas 6 formas distintas, duas das quais não se usam mais.
- Ex: love (forma básica), lovest (2ª pessoa singular do presente do indicativo ativo – obsoleta), loves ou loveth (3ª pessoa singular do presente do indicativo ativo – a segunda é obsoleta), loved (particípio passado e todas as pessoas menos a segunda singular do pretérito simples ativo), lovedst (2ª pessoa singular do pretérito simples ativo – obsoleta) e loving (particípio presente e gerúndio).
Não há formas passivas sintéticas, mas apenas três modos: indicativo, imperativo e subjuntivo, este raramente usado.



Os estudantes do Colégio Barretos participaram de mais uma etapa do intercâmbio cultural com o Colégio Colonial de Pirque, realizada no Chile. Foram 15 dias de viagem com a realização de atividades culturais, sociais e esportivas, mas principalmente de convívio com as famílias anfitriãs, numa troca de experiências, onde verificou-se todas as diferenças sociais e culturais, porém fortalecendo o respeito e, dessas forma os laços de amizade.













