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Origem da Lingua Inglesa

O Inglês (English) é uma língua germânica ocidental que se desenvolveu no sul da Grã-Bretanha durante a Idade Média. Como resultado da influência militar, econômica, científica, política e cultural do Império Britânico, durante os séculos XVIII, XIX e início do XX, e dos Estados Unidos desde meados do século XX,[5][6][7][8] o inglês tornou-se a lingua franca, em muitas partes do mundo.[9][10] Ele é usado extensivamente como segunda língua e como língua oficial em países da Commonwealth e muitas organizações internacionais.

A língua inglesa se origina de vários dialetos do germânico ocidental falados pelos jutos, anglos e saxões, que invadiram a ilha da Grã-Bretanha, antes dominada por celtas, a partir do século V. Ela sofreu influência das línguas nórdicas com as invasões vikings e, a partir de 1066, com conquista normanda recebeu um importante superstrato da língua francesa, dando origem ao inglês medieval. A etimologia da palavra “English” é uma derivação da palavra englisc ou Engle do inglês arcaico do século XII, forma plural Angles (“dos, relativos a, ou característico da Inglaterra”).[11]

O inglês moderno se desenvolveu com a Grande Mudança Vocálica, que começou na Inglaterra do século XV e continua a adotar palavras estrangeiras a partir de uma variedade de línguas, bem como inventar novas palavras. Um número significativo de palavras em inglês, especialmente palavras técnicas, foram construídos a partir de raízes do latim e do grego antigo.

O inglês antigo foi a forma do idioma utilizada durante a fase compreendida ente 450 d.C. e o final do século XI. Nela, os franco-normandos invadiram a Inglaterra, fazendo com que a língua da corte e da administração passasse a ser a língua francesa. Era composto por quatro dialetos: o nortúmbrio, o saxão ocidental, o kentiano e o mércio. Foi neste período ainda que a língua dos anglo-saxões primeiro recebeu palavras latinas, durante a ocupação romana.

No inglês antigo e médio a sílaba tônica estava sempre na raiz silábica das palavras derivadas. No inglês moderno, a sílaba tônica pode estar em quase qualquer sílaba de uma palavra.

O ramo germânico ocidental da família indo-europeia, ao qual o inglês pertence, também inclui o baixo alemão (Plattdeutsch), o neerlandês e o frisão. O inglês deriva de três dialetos baixo alemães falados pelos anglos, saxões e jutos, que emigraram da Dinamarca e do norte da Alemanha para se estabelecer na Inglaterra a partir da metade do século V em diante. Estes dialetos estavam caracterizados pela retenção das oclusivas surdas /p, t, k/ transformadas nas fricativas correspondentes em alto alemão /f, th, x/ e das oclusivas sonoras /b, d, g/ transformadas em /p, t, k/. Essas transformações podem ser vistas no seguinte exemplo:

  • Baixo alemão – dör, pad, skip, heit
  • Inglês – door, path, ship, hot
  • Alto alemão – Tür, Pfad, Schiff, heiss

Inglês médio

O inglês médio ou medieval se caracteriza pela fase compreendida entre o início do século XII até o fim do século XV. Nela, temos o reinado da Dinastia Tudor, quando o inglês perdeu muitas de suas flexões nominais e verbais, e muitas palavras francesas incorporaram-se ao léxico.

Inglês moderno

Inglês como primeiro idioma por país (Crystal 1997).

O inglês moderno se caracteriza pela fase compreendida do ano de 1475 d.C. até os dias atuais. Nela, houve a unificação da língua com base no dialeto da região londrina.

A transição do inglês médio ao moderno foi marcada por uma rigorosa evolução fonética na pronúncia das vogais, o que ocorreu entre os séculos XV e XVI. O linguista dinamarquês Otto Jespersen denominou tal mudança de Grande Mudança Vocálica, que se consistiu em alterar a articulação das vogais em relação às posições dos lábios e da língua, que no geral se elevou em um grau. Esta mudança transformou as 20 vogais que possuía o Inglês médio em 18 no Inglês moderno. A escrita permaneceu inalterada como consequência da aparição da imprensa. Até então o Inglês médio possuía uma escrita mais fonética; todas as consoantes se pronunciavam, enquanto que hoje algumas são mudas como o l em walking.

A partir de 1500 começa o período da expansão geográfica do Inglês; primeiro nas regiões vizinhas da Cornuália, Gales, Escócia e Irlanda, onde substitui quase completamente o céltico e nas ilhas Shetlands e Órcadas substitui a língua descendente do Norueguês Antigo chamada norn.

Distribuição geográfica

Cerca de 375 milhões de pessoas falam inglês como sua primeira língua.[12] O inglês hoje é provavelmente a terceira maior língua em número de falantes nativos, depois do chinês mandarim e do espanhol.[13][14] No entanto, quando se combina nativos e não nativos é provavelmente a língua mais falada no mundo, embora eventualmente a segunda, ficando atrás de uma combinação dos idiomas chineses (dependendo ou não das distinções esses idiomas são classificados como “línguas” ou “dialetos”).[15][16]

As estimativas que incluem falantes do inglês como segunda língua variam entre 470 milhões a mais de um bilhão, dependendo de como a alfabetização ou o domínio é definido e medido.[17][18] O professor de Linguística David Crystal calcula que os não-falantes já superam o número de falantes nativos em uma proporção de 3-1.[19]

Os países com maior população de falantes nativos de Inglês são, em ordem decrescente: Estados Unidos (215 milhões),[20] Reino Unido (61 milhões),[21] Canadá (18,2 milhões),[22] Austrália (15,5 milhões),[23] Nigéria (4 milhões),[24] Irlanda (3,8 milhões),[21] África do Sul (3,7 milhões),[25] e Nova Zelândia (3,6 milhões), conforme censo de 2006.[26]

As definições de mundo anglo-saxónico variam:██ Países onde o inglês é uma oficial, de facto ou nacional

██ Países onde é língua oficial, mas não primária

Alfabeto inglês

O inglês é escrito no alfabeto latino, sem nenhum carácter especial. Há aparentes exceções em palavras que mantém a grafia estrangeira, como naïve, Noël e fête. Os nomes das letras são os seguintes:

A B C D E F G H I J K L M
nome a bee cee dee e ef gee aitch i jay kay el em
pronúncia (IPA) /eɪ/ /bi/ /siː/ /diː/ /iː/ /εf/ /dʒi/ /eɪtʃ/ /aɪ/ /dʒeɪ/ /keɪ/ /εɫ/ /εm/
N O P Q R S T U V W X Y Z
nome en o pee cue ar ess tee u vee double-u ex wye zee (EUA) ou zed (R.U.)
pronúncia (IPA) /ɛn/ /oʊ/ /piː/ /kjuː/ /ɑr/ /ɛs/ /tiː/ /juː/ /viː/ /ˈdʌbəɫ juː/ /ɛks/ /waɪ/ /ziː/ ou /zed/

Fonologia

Vogais

AFI Descrição exemplo
monotongos
i/iː alta, anterior, não-arredondada bead
ɪ média alta, central anterior, não-arredondada bid
ɛ média baixa, anterior, não-arredondada bed
æ média baixa, anterior, não-arredondada bad
ɒ baixa, posterior, arredondada box[cm 1]
ɔ/ɑ média baixa, posterior, arredondada pawed[cm 2]
ɑ/ɑː baixa, posterior, não-arredondada bra
ʊ média alta, central posterior good
u/uː alta, posterior, arredondada booed[cm 3]
ʌ/ɐ/ɘ média baixa, posterior, não-arredondada; média baixa, central bud
ɜː ou
ɝ
média baixa, central, não-arredondada ou
retroflexa
bird[cm 4]
ə média baixa, posterior, não-arredondada Rosa’s[cm 5]
ɨ alta, central, não-arredondada roses[cm 6]
Ditongos
e(ɪ)/eɪ média alta, anterior, não-arredondada
alta, anterior não-arredondada
bayed[cm 7]
o(ʊ)/əʊ média alta, posterior, arredondada
média alta, central posterior
bode[cm 7]
baixa, anterior, não-arredondada
média alta, central anterior, não-arredondada
cry
baixa, anterior, não-arredondada
média alta, central posterior
bough
ɔɪ média baixa, posterior, arredondada
alta, anterior, não-arredondada
boy
ʊɚ/ʊə média alta, central posterior
média baixa, posterior, não arredondada
boor[cm 8]
ɛɚ/ɛə/eɚ média baixa, anterior, não-arredondada
média baixa, posterior, não arredondada
fair[cm 9]
Notas
  1. O inglês norte-americano não tem este som; palavras com este som são pronunciadas com /ɑ/ ou /ɔ/
  2. Alguns dialetos norte americanos não têm esta vogal
  3. A letra U pode representar tanto /u/ quanto /ju/. Na pronúncia inglesa, se /ju/ ocorrem após /t/, /d/, /s/ ou /z/, isso normalmente provoca palatização e tais consoantes tornam-se, respectivamente, /ʨ/, /ʥ/, /ɕ/ e /ʑ/, como em tune, during, sugar, e azure. No inglês norte-americano, a palatização não acontece normalmente, a não se que /ju/ seja seguido de r, resultando que /(t, d,s, z) jur/ tornem-se, respectivamente, /tʃɚ/, /dʒɚ/, /ʃɚ/ and /ʒɚ/, como em nature, verdure, sure, e treasure
  4. A variante norte-americana deste som é uma vogal matizada de r
  5. Muitos falantes do inglês norte-americano não distinguem entre estas duas vogais átonas. Pronunciam roses e Rosa’s do mesmo jeito e o símbolo usado é este: /ə/
  6. Este som é comumente transcrito /i/ ou /ɪ/
  7. a b Os ditongos /eɪ/ e /oʊ/ são monotongalizados por muitos falantes do inglês padrão norte-americano, respectivamente, em: /eː/ e /oː/
  8. Este som apenas aparece em sotaques em que não há vogais matizadas de r. Em alguns sotaques, este som seria /ʊə/, /ɔ:/
  9. Este som apenas aparece em sotaques em que não há vogais matizadas de r. Em alguns sotaques, o /ə/ é suprimido, ficando uma vogal longa /ɛ:/

Consoantes

Este é o sistema de consoantes da língua inglesa, transcritos com os símbolos do Alfabeto Fonético Internacional (AFI).

Bilabiais Labio-
dentais
Dentais Alveolares Palato-
alveolares
Palatais Velares Labio-
velares
Glotal
Nasais m n ŋ[cn 1]
Plosivas p  b t  d k  ɡ
Africadas tʃ  dʒ[cn 2]
Fricativas f  v θ  ð[cn 3] s  z ʃ  ʒ[cn 2] ç[cn 4] x[cn 5] h
Vibrante simples ɾ[cn 6]
Aproximantes ɹ[cn 2] j ʍ  w[cn 7]
Lateral l
Notas
  1. A nasal velar [ŋ] é um alofone de /n/ em alguns sotaques do norte da Grã-bretanha, aparecendo apenas antes de /k/ e /g/. Em todos os outros dialetos, é um fonema separado, embora apareça apenas em fim de sílaba.
  2. a b c Os sons /ʃ/, /ʒ/, e /ɹ/ são labializados em alguns dialetos. A labialização nunca é contrastiva na posição inicial e, consequentemente, não é transcrita. A maioria dos falantes do inglês estadunidense e canadense pronuncia “r” (sempre rotizado) como /ɻ/, enquanto que o mesmo é pronunciado no inglês escocês e outros dialetos como vibrante múltipla alveolar.
  3. Em alguns dialetos, como o cockney, as interdentais /θ/ e /ð/ são usualmente misturadas com /f/ e /v/, e em outros, como o inglês vernáculo afro-americano, /ð/ é misturado com a dental /d/. Em algumas variedades irlandesas, /θ/ e /ð/ tornam-se as plosivas dentais correspondentes, que então contrastam com as plosivas alveolares.
  4. A fricativa palatal surda /ç/ é, na maioria dos sotaques, apenas um alofone de /h/ antes de /j/; por exemplo human /çjuːmən/. Contudo, em alguns sotaques (veja isto), o /j/ desaparece, mas a consoante inicial é a mesma.
  5. A fricativa velar surda /x/ é usada por falantes escoceses e galeses em palavras como loch /lɒx/ ou por alguns falantes em palavras emprestadas do alemão ou hebraico, como Bach /bax/ ou Chanukah /xanuka/. /x/ também ocorre no inglês sul-africano. Em alguns dialetos como o scouse (de Liverpool) tanto [x] quanto a africada [kx] podem ser usadas como alofones de /k/ em palavras como docker [dɒkxə]. A maioria dos falantes nativos tem grande dificuldade para pronunciar esse fonema corretamente quando aprendem outras línguas. A maioria usa os sons [k] e [h] no lugar.
  6. A vibrante simples alveolar [ɾ] é um alofone de /t/ e /d/ em sílabas átonas no inglês estadunidense, no canadense e no australiano.[27] Esse é o som das letras tt e dd nas palavras latter e ladder, que são homófonas para muitos falantes do inglês na América do Norte. Em alguns sotaques, como o inglês escocês e o indiano, ele substitui /ɹ/. É o mesmo som representado por um r simples do português.
  7. O w surdo [ʍ] é encontrado no inglês da Escócia e da Irlanda e em algumas variedades da Nova Zelândia, dos Estados Unidos e da Inglaterra. Na maioria dos outros dialetos, ele é misturado com /w/, e, em alguns dialetos escoceses, com /f/.

Gramática

A língua inglesa possui um sistema de inflexão muito simples, se comparado com a maioria das línguas indo-europeias. Não tem gênero gramatical, pois os adjetivos são invariáveis. Há entretanto, resquícios de flexão casual (o genitivo saxônico e pronomes oblíquos).

Os verbos regulares têm apenas 6 formas distintas, duas das quais não se usam mais.

Ex: love (forma básica), lovest (2ª pessoa singular do presente do indicativo ativo – obsoleta), loves ou loveth (3ª pessoa singular do presente do indicativo ativo – a segunda é obsoleta), loved (particípio passado e todas as pessoas menos a segunda singular do pretérito simples ativo), lovedst (2ª pessoa singular do pretérito simples ativo – obsoleta) e loving (particípio presente e gerúndio).

Não há formas passivas sintéticas, mas apenas três modos: indicativo, imperativo e subjuntivo, este raramente usado.

Presidente da Embratur discute setor de intercâmbio com entidades estudantis

O presidente da Embratur, Flávio Dino, recebeu ontem (19/07), o secretário executivo da Organização Continental Latinoamericana e Caribenha de Estudantes (Oclae), Mateus Fiorentini, e o presidente da União Nacional dos Estudantes (Une), Daniel Iliescu, em Brasília. Na pauta, as oportunidades para atrair estrangeiros para estudarem no Brasil. “Reconhecemos a importância desse segmento e já realizados ações para promover o país como destino de intercâmbio. Acreditamos que o Brasil possa ser referência para a América do Sul”, disse Dino.

Após conhecer um pouco das ações que a Embratur realiza para promover o Brasil como destino de intercâmbio, Fiorentini, falou sobre o 16º Congresso Latinoamericano e Caribenho de Estudantes (Clae), que  acontecerá na cidade de Montevidéu, no Uruguai, durante os dias 10 a 15 de agosto. Ele pretende aproveitar a participação brasileira no evento para estimular que estudantes de países vizinhos venham conhecer o país.

 

Dólar barato: é hora de aproveitar

Aproveite a oportunidade para realizar a tão sonhada viagem ao exterior ou fazer intercâmbio; Invista na própria empresa, comprando máquinas, equipamentos e serviços importados; O dólar não deve chegar num nível muito inferior ao atual, embora ainda possa cair

Ter uma moeda forte traz alguns inconvenientes macroeconômicos, mas a curto prazo, pode fazer maravilhas para o seu bolso. Considere as seguintes coisas que você pode fazer para explorar essas oportunidades. Somente neste ano o dólar já se desvalorizou 6% e, nos últimos 12 meses, já perdeu 13,3% de seu valor.

O cenário econômico atual favorece essa situação: a taxa básica de juros de 12,25% ao ano é a maior do mundo; o Brasil é classificado pelas agências internacionais de risco como grau de investimento; há elevadas cifras de investimento estrangeiro direto. Com esse cenário macroeconômico, o quadro de desvalorização do dólar não deve mudar.

Claro que a contínua queda do dólar traz algumas implicações macroeconômicas. No entanto, esse é um problema que cabe ao Banco Central do Brasil resolvê-lo, isto é, decidir quais as políticas adequadas para contornar a situação. Para nós, cidadãos comuns, cabe aproveitar as oportunidades que o panorama econômico atual oferece e isso implica explorar o poder de compra, em dólares.

Arrume as malas

As passagens e os pacotes de viagens internacionais estão até 5% mais barato em comparação com o que valiam no ano passado. Quando o Real fica mais forte frente ao dólar, as férias em Fortaleza ou Florianópolis, por exemplo, podem ficar mais caras que férias em Cancun, Aruba ou mesmo em Miami.

As passagens aéreas estão mais baratas também. Por mais que você não pretenda viajar agora, faça o cálculo de suas despesas em moeda estrangeira. Depois, comece a fazer uma reserva correspondente àquilo que você pretende gastar em dólares, seja para produtos comprados via Internet ou nas suas viagens. Isso lhe dá a garantia de não ficar exposto aos riscos e oscilações do mercado financeiro.

Quando viajar, tente pagar tudo em dinheiro. A variação diária do dólar pode trazer surpresas desagradáveis no futuro, quando chegar a fatura do cartão de crédito. Por exemplo, se você viajou e gastou quando um dólar valia R$ 1,6 Reais e no dia do fechamento da fatura do cartão de crédito o dólar estava custando R$ 1,8, sua dívida aumenta substancialmente, pois vale a cotação do dia do fechamento da fatura.

Compras e investimentos

Dada a fraqueza do dólar, em termos de investimentos,  a melhor opção é fazê-los em Reais. Esses investimentos podem ser em ações, títulos do Governo Federal, Certificados de Depósito Bancário, fundos de investimentos, entre outras opções. Diante do cenário atual, é provável que o dólar permaneça em baixa e por isso é também um bom momento para estudar no exterior.

A desvalorização do dólar reduziu os custos dos cursos de línguas e formação profissional no estrangeiro. Por outro lado, se você não pretende ir agora, tenha a garantia de fazê-lo no futuro, comprando os dólares e formando as reservas. Aproveite também para comprar alguns produtos que estavam na sua lista de desejos ou necessidades. O preço médio dos produtos é menor quando você compra on-line.

Comprar em sites como Amazon e Ebay podem ser até 50% mais barato. Outra boa alternativa são os duty free. Além de aproveitar o dólar barato, nestas lojas localizadas nos aeroportos internacionais de todos os países, você <br/>encontra produtos com preços isentos de impostos e muitas promoções que são um alívio para o bolso.

Investimento na empresa

Conforme já destaquei, provavelmente o dólar deverá continuar nesse nível por um bom tempo. Isso acaba sendo um ótimo momento para comprar máquinas e equipamentos do exterior, assim como contratar serviços de fora. Há muitas pequenas e médias empresas que ainda não ampliaram suas capacidades de produção em decorrência dos elevados custos de importação dessas máquinas.

Há, também, casos que a eficiência produtiva depende de um treinamento específico, contratado do exterior. Em ambos os casos, os custos dessas operações podem sair muito mais baratos no atual momento. Esperar que o dólar se desvalorize muito abaixo do nível atual é correr o risco de perder uma boa oportunidade. Ao contrário, pode até ocorrer uma valorização por conta da crise na Grécia que, por sua vez, já está dando sinais de afetar a Itália.

 

 

Quer fazer intercâmbio? A R4U pode te ajudar. Saiba como!

Estudar fora do país pode parecer uma grande aventura para estudantes que não estão acostumados a viajar. O intercâmbio ou os cursos no exterior são uma importante forma de melhorar o currículo profissional e conseguir trabalho em grandes empresas com mais facilidade.

Morar em um país estrangeiro não só te ajuda no desenvolvimento do idioma como também te ensina a entender outras culturas e a maneira de viver das outras pessoas.

Antes de mergulhar em uma aventura mundo afora, é importante definir suas metas e o tipo de programa que deseja cursar. Ao escolher o curso e sua duração, o candidato deve dedicar um tempo para procurar elogios e críticas com relação às opções de escolas antes de definir seu destino. No caso dos MBA, as universidades devem contar com estatísticas dos seus estudantes separadas por país.

Apesar de alguns programas terem um prazo de duração curto, é necessário avaliar sua escolha com calma para não se arrepender no futuro. Na maioria dos casos, mudar de país é sinônimo de investimento alto e exige apoio de recursos de várias fontes.

Veja a seguir algumas das perguntas mais frequentes entrem os estudantes que querem fazer intercâmbio no exterior:

Dúvidas intercâmbio: Posso ir sem ter muito dinheiro?

Há opções baratas e até mesmo grátis para estudar no exterior. A decisão de estudar fora do país deve partir principalmente da vontade do estudante e não do poder econômico de cada um. Existem opções de bolsas de estudos e programas de financiamento para as pessoas dedicadas que não podem pagar os custos de um programa de intercâmbio. Ter um bom currículo e domínio do idioma do país onde pretende estudar pode ser um grande diferencial para muitos.

Dúvidas intercâmbio: Qual cidade ou país devo escolher?

Escolha deve ser feita de acordo com o perfil do estudante e tipo de curso. A escolha do destino depende do interesse pessoal e profissional do estudante. A escolha de cidades conhecidas mundialmente pode ajudar na adaptação do aluno, porém costumam ser mais caras. Há opções mais baratas com cursos que são reconhecidos da mesma maneira que os das grandes metrópoles.

Dúvidas intercâmbio: Quando começar a juntar a documentação?

Além da matrícula na instituição de sua escolha, é necessário preparar com antecedência uma série de documentos para facilitar o processo de intercâmbio. As escolas costumam abrir o período de inscrições com um ano de antecedência. Neste mesmo período é importante preparar seu passaporte e iniciar o processo de visto caso o país de destino exija tal documento. Os programas de financiamento também costumam abrir processo de inscrição no mesmo período das instituições de ensino, portanto fique de olho para não perder a oportunidade. A maioria dos programas exige uma cópia do currículo no idioma do país, assim aproveite e já elabore a versão traduzida.

Dúvidas intercâmbio: E no caso de países que exigem o visto de estudante?

Reúna as informações sobre visto e inicie o processo assim que possível. O processo de visto de estudante varia dependendo de cada país. Nos Estados Unidos, por exemplo, é necessário ter uma carta de aceitação da universidade para poder solicitar o documento. É importante procurar saber como funciona o processo no país de destino o quanto antes para não correr o risco de perder a vaga.

Dúvidas intercâmbio: Como funcionam os programas de bolsas e financiamento?

Os financiamentos costumam variar de acordo com o tipo de curso e instituição. Há cursos de pós-graduação que podem ser pagos a partir do segundo ano. Geralmente é possível negociar com a universidade uma maneira alternativa de quitar a dívida através de atividades não-remuneradas. Os processos de bolsas são, em sua maioria, divulgados pelas próprias universidades e são abertos a estudantes de todo o mundo. As bolsas costumam pagar não só o curso do aluno como também a viagem e hospedagem.

Dúvidas intercâmbio: E se o inglês não for tão bom?

Grande parte das instituições de ensino internacional exige que o estudante tenha o domínio da língua inglesa para poder se inscrever em algum dos cursos. Se você foi aceito para um programa de intercâmbio e não possui conhecimentos suficientes na língua, procure maneiras rápidas de aprender o essencial. Ao chegar ao país de destino, envolva-se em atividades extracurriculares para aumentar seu relacionamento e praticar o inglês com mais frequência.

Dúvidas intercâmbio: Trabalhar durante o curso é uma boa opção?

Esta escolha depende muito do curso escolhido. Trabalhar no exterior é uma ótima opção nos casos em que você precisa de uma fonte extra de recursos ou pretende aprimorar o idioma. Os cursos universitários e de pós-graduação costumam exigir total dedicação do aluno, neste caso é bom avaliar durante as primeiras semanas de aula se a carga horária permite que você trabalhe e estude ao mesmo tempo. Ja os de linguas e profissionais tem carga menos puxada e muitos paises oferecem esta opcao de trabalho e estudo.

Dúvidas intercâmbio: Como escolher meu colega de quarto?

programas de intercâmbio que hospedam seus alunos em quartos compartilhados ou até mesmo em dormitórios dentro do campus da universidade. Se você tiver a chance de escolher seu colega de quarto, de preferência aos latinoamericanos, que têm um estilo de vida semelhante ao dos brasileiros. Apesar disso, a regra não deve ser seguida durante a rotina diária. É importante que você procure se relacionar com estudantes de todos os cantos do mundo e conhecer a cultura de cada um deles.

Maiores duvidas basta nos contatar. Teremos prazer em dar-lhe todo suporte e orientacao necessaria.

E-mail: info@readyforyou.org

 

 

 

Visita de estudantes barretenses ao Chile foi marcada por atividades culturais e esportivas

Os estudantes do Colégio Barretos participaram de mais uma etapa do intercâmbio cultural com o Colégio Colonial de Pirque, realizada no Chile. Foram 15 dias de viagem com a realização de atividades culturais, sociais e esportivas, mas principalmente de convívio com as famílias anfitriãs, numa troca de experiências, onde verificou-se todas as diferenças sociais e culturais, porém fortalecendo o respeito e, dessas forma os laços de amizade.
Os barretenses fizeram visitas a museus, colégios, cidades turísticas, portos, pontos históricos, emoldurando essa relação cíclica de desenvolvimento cultural e educacional dos alunos de ambos os Colégios. “Novamente verificou-se a generosidade e carinho oferecidos por todos os alunos chilenos e seus familiares a todos da delegação do Colégio Barretos, mas este ano, em especial, o que realmente impressionou a todos foi a capacidade de organização e mobilização de todo o povo chileno, para a reconstrução do país após o terremoto sofrido em fevereiro do ano passado”, afirmou o coordenador do ensino médio, Sérgio Butinhão.
Este ano em especial, os alunos enfrentaram temperaturas extremamente baixas. Todas as manhãs, no Colégio Colonial de Pirque, a temperatura estava entre – 2ºC e – 6ºC. No dia 29 de junho durante a realização de um trakking na Reserva Nacional El Morado, a delegação enfrentou uma forte nevasca e a temperatura chegou a -15ºC. Foi realmente uma experiência inesquecível.
Os professores do Colégio Barretos destacaram a organização das atividades e a atenção despendida por todos os professores chilenos e em especial da Direção do CCP, D. Luis Campos Orellana.
A próxima etapa do Intercâmbio está agendada para Setembro de 2012, com a visita da delegação chilena a Barretos.

USP terá moradia para estrangeiros no centro de SP

Dois prédios  comerciais desocupados e deteriorados no centro de São Paulo serão destinados ao alojamento de estudantes em intercâmbio na Universidade de São Paulo (USP). Vazios há cerca de três anos, os edifícios foram desapropriados pela Prefeitura e repassados ontem à universidade.

Ao todo, 300 estudantes estrangeiros poderão morar, a preço de custo, em 98 apartamentos conjugados ou de um dormitório. Os prédios terão subsolo e terraço como espaços de convivência. Segundo o reitor da USP, João Grandino Rodas, as vagas estarão disponíveis em um ano.

O prefeito Gilberto Kassab (sem partido) disse que a destinação dos prédios foi uma demanda do Consulado-Geral da França em São Paulo, atendida pela Secretaria Municipal de Relações Internacionais. Kassab avaliou que a presença de estudantes estrangeiros no centro será positiva. O secretário municipal de Habitação, Ricardo Pereira Leite, disse que a diversidade é importante para a requalificação da região. Ele salientou que escolher a ocupação dos apartamentos cabe a quem paga as obras – no caso, a própria USP.

Em discurso, o reitor se defendeu: “Se (alunos) desejarem residências no centro ou uma reforma (na unidade mantida pelo Centro Acadêmico 11 de Agosto), é preciso que a maioria que deseja não se deixe levar por minorias que não querem nada. É importante que se coloque isso, para que não pareça que a USP está voltada à residência internacional e não à de alunos brasileiros,” disse Rodas.

Construídos em 1958, os prédios serão batizados e terão decoração em homenagem aos artistas Tarsila do Amaral e Villa-Lobos. A Prefeitura gastou R$ 1 milhão com os projetos de recuperação. A USP deverá gastar outros R$ 9 milhões – R$ 5 milhões com reforma e outros R$ 4 milhões que serão devolvidos à Prefeitura, referentes a desapropriações. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 

O Brasil entra no currículo de MBA

O professor Luiz Felipe Monteiro (ao centro) e alunos, em Wharton

São Paulo - À medida que o Brasil se torna cada vez mais atraente aos olhos de investidores estrangeiros, volta-se para cá também a atenção de alunos das escolas de negócios mais renomadas do mundo.

O primeiro efeito desse interesse acadêmico foi a vinda de pequenos grupos de alunos para realizar estudos de caso com empresas brasileiras ao longo da última década.

Mais recentemente, o país passou a entrar de maneira formal no currículo de cursos de MBAs como Wharton e Kellogg — em turmas cada vez mais disputadas. No caso de Wharton, da Universidade de Pensilvânia, 49 estudantes da primeira turma de um curso optativo dedicado exclusivamente ao Brasil chegaram ao Rio de Janeiro em fevereiro.

Com o tema energia e infraestrutura, o grupo composto de profissionais de 14 nacionalidades (entre as quais os americanos eram maioria) foi o mais concorrido entre os oito cursos optativos de imersão oferecidos pela escola em diferentes países neste ano. Cerca de 30 interessados ficaram em lista de espera.

Junto com os estudantes, vieram dois professores da Filadélfia, o brasileiro Luiz Felipe Monteiro e o espanhol Mauro Guillen, especialistas em estratégias globais.

“O volume de inscritos mostra que o Brasil está mesmo despertando um interesse cada vez maior dos alunos”, afirma o professor Monteiro. “Muitos têm perspectiva imediata de realizar negócios no país.”

Como parte da programação, o grupo assistiu a palestras e participou de mesas-redondas com executivos de grupos como Petrobras, Vale e EBX, do empresário Eike Batista. “Ele personifica as imensas oportunidades do país”, diz a americana Rachel Pacheco, de 30 anos, consultora do Banco Mundial em Dubai, nos Emirados Árabes.

Assim como acontece em Wharton, outras escolas de negócios americanas incluíram o país em cursos optativos — o que dá uma medida clara do interesse espontâneo a respeito do tema. Para as que já oferecem cursos sobre o Brasil há mais tempo, houve um substancial aumento da procura.

No MBA da Kellogg School of Management, da Universidade Northwestern, um módulo do curso passou a ser oferecido no Brasil há três anos. Em 2011, a procura foi 48% maior em relação ao ano passado. Em março, 78 alunos estiveram no Brasil por duas semanas depois de passar um bimestre estudando a economia brasileira.

Na viagem de estudos, que integra o programa Global Initiatives in Management, o destino e os temas de estudo são definidos pelos próprios alunos.

Entre os temas escolhidos estavam as oportunidades oferecidas pelo setor imobiliário, a experiência brasileira na geração de energia hidrelétrica e as possibilidades decorrentes da descoberta de petróleo na camada do pré-sal.

“O Brasil oferece um universo amplo de possibilidades de estudo”, diz Paul Christensen, um dos professores do MBA de Kellogg que acompanharam a viagem.

Sustentabilidade

No caso da Thunderbird School of Global Management, no Arizona, pela primeira vez neste ano a turma que veio ao país estudou um tema específico — em vez de ter apenas uma visão geral da economia brasileira. Em fevereiro, um grupo de 19 alunos do MBA seguiu um roteiro baseado no estudo do tema sustentabilidade no Brasil.

A viagem começou por São Paulo, onde os estudantes entraram em contato com ONGs, e passou por três cidades do interior do estado. Em Ribeirão Preto, por exemplo, eles conheceram iniciativas de agricultura sustentável.

“A viagem me deu muitas novas ideias sobre como aplicar sustentabilidade aos negócios”, afirma Lisa Spicka, gerente-geral de produção da Nutrilite, fabricante de vitaminas e suplementos alimentícios, na região de Portland, nos Estados Unidos.

Autorização para trabalhador estrangeiro sobe 143,7% em 5 anos

Crescimento se refere aos seis primeiros meses de 2006 a 2011.
Contratação supre demanda por mão de obra qualificada, dizem agências.

Marta Cavallini* Do G1, em São Paulo

O número de autorizações para trabalhadores estrangeiros atuarem no Brasil cresceu 143,7% entre 2006 e 2011, comparando-se dados do primeiro semestre. O levantamento foi feito pelo G1 após consulta às estatísticas disponíveis no site do Ministério do Trabalho. Entre janeiro e junho de 2006, houve 10.891 autorizações; no mesmo período de 2011, foram 26.545.

Os dados do primeiro semestre deste ano foram divulgados na última quinta-feira (7) pelo Ministério do Trabalho, que registrou recorde histórico para o período. Em comparação com o mesmo período de 2010, o crescimento foi de 19,4%. As contratações crescem em função da maior demanda por mão de obra qualificada em meio a um bom momento econômico do país, dizem recrutadoras. A necessidade maior é para a área de petróleo e gás.

A maior parte das autorizações nos últimos cinco anos foi concedida a quem tinha nível superior completo. No primeiro semestre deste ano, representam quase 53% das autorizações concedidas.

arte trabalhado estrangeiro (Foto: Arte G1)

Áreas com maior demanda
Além de óleo e gás, há maior demanda por estrangeiros qualificados em engenharia e construção civil, segundo Alexia Franco, diretora da Hays, empresa especializada em selecionar profissionais para média e alta gerência. As companhias também buscam profissionais com conhecimentos de novas tecnologias na área de pesquisa e desenvolvimento, e com forte formação na área acadêmica. “Uma das demandas é do segmento de energia, em projetos para construções de usinas, por exemplo”, diz.

Alexia diz que na área de óleo e gás, por exemplo, os estrangeiros ficam por tempo determinado para passar aos profissionais brasileiros o conhecimento deles.

O Ministério do Trabalho informa que, da maior parte dos 24,6 mil vistos temporários (de até dois anos) concedidos no primeiro semestre deste ano, 8,23 mil referem-se a contratos para embarcações ou plataformas estrangeiras, sobretudo à produção de petróleo. Essa fatia cresceu 23,6% sobre o primeiro semestre de 2010.

Americanos predominam
Andreza Santana, gerente de marketing do Monster Brasil, especializada em recrutamento e gerenciamento de carreiras online, diz que no site da empresa há mais de 300 mil currículos de estrangeiros que querem trabalhar no país. Segundo ela, 47% são norte-americanos, 10% são franceses, 7% são italianos, 4,5% são espanhóis e 4% são indianos.

No levantamento do governo, os americanos foram os que mais solicitaram autorizações de trabalho em 2010: 7,5 mil. Moradores das Filipinas vêm na sequência, com 6,5 mil; do Reino Unido, com 3,8 mil; Índia, com 3,2 mil, e da Alemanha, com 2,9 mil. Os números do primeiro semestre de 2011 referentes à nacionalidade ainda não foram computados, diz o MTE.

“Eles vêm como expatriados, com contrato determinado de até três anos, ou vêm como estagiários, com bolsas de estudo patrocinadas pelo governo como extensão da formação acadêmica, o que funciona como estágio conclusivo do curso”, explica Fernando Montero da Costa, diretor de operações da Human Brasil, empresa prestadora de serviços em consultoria, recrutamento e seleção de pessoas.

As autorizações temporárias representam o maior volume neste primeiro semestre: 24,6 mil, um aumento de 18,9% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram 20,7 mil. Apesar de as autorizações permanentes representarem um universo bem menor, o crescimento entre janeiro e junho deste ano foi mais expressivo, de 30,3% sobre igual período de 2010.

Crise mundial e ‘boom’ brasileiro
Os efeitos da crise mundial em seus países também levam estrangeiros à mudança. “Eles querem vir pela oportunidade de trabalhar. Não só por causa dos bons salários, mas porque estão estagnados ou retrocedendo na carreira em função da crise [de 2008] que ainda deixou efeitos em seus países”, afirma Andreza Santana, da Monster.

Montero da Costa, da Human Brasil, diz que os estrangeiros são motivados pelo fato de o país ter salários entre os mais altos do mundo para cargos mais elevados e de difícil preenchimento. A vinda é considerada, segundo Costa, “principalmente quando o salário dele [estrangeiro] em dólar ou em euro está congelado há anos”.

Alexia Franco, da Hays, explica que o incremento significativo nas remunerações ocorre devido ao desenvolvimento de novos projetos após a crise mundial. “A gente sofreu o impacto da crise, as empresas seguraram projetos e investimentos. Quando viram que a realidade era melhor, começaram a reinvestir”, relembra. “Em um primeiro momento, a oferta foi absorvida. Mas agora há falta de mão de obra após as empresas começarem a desenvolver novos projetos.” Essa maior demanda, diz Alexia, ocorre há aproximadamente um ano.

Brasileiro ou estrangeiro?
O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, afirmou na última quinta-feira (7) que, antes de conceder o visto aos estrangeiros as empresas têm de fazer anúncios para o mercado interno. “Tem que anunciar em veículos de grande circulação a chamada. Se não apareceu brasileiro, aí pode chamar. É um universo pequeno [os que entram para trabalhar]. Não tem substituição de mão de obra na grande e esmagadora maioria. É mais barato contratar aqui do que trazer uma pessoa para se adaptar.”

Tem que anunciar em veículos de grande circulação a chamada. Se não apareceu brasileiro, aí pode chamar”
Carlos Lupi, ministro do Trabalho

A diretora da Hays diz que esses profissionais geralmente vêm transferidos da empresa em seu país para a filial no Brasil. “Mas o custo é grande, porque inclui benefícios como carro, escola, automóvel, visto pra trabalhar, e isso impacta na remuneração. Há ainda a barreira do idioma. A empresa tem que ver se vale a pena o custo”, diz.

De acordo com a Monster, há ainda outros entraves para contratação de estrangeiros, como incompatibilidade de diploma, em que as grades diferentes nas disciplinas acabam não habilitando o profissional para trabalhar em determinadas áreas.

“Não é questão de opção, mas de necessidade. Demora de três a seis meses para conseguir trazer um estrangeiro para cá por causa do trâmite de análise de documentos. E, muitas vezes, é preciso comprovar que ele tem um ano de atuação no segmento que está contratando. Tem ainda a questão da adaptação do estrangeiro, que deve ser levada em conta”, diz Márcia Almström, executiva de recursos humanos da Manpower, empresa mundial de recrutamento.

E na hora de escolher entre um estrangeiro e um brasileiro, Andreza Santana diz que depende da prioridade da empresa. “Se for uma vaga que precisa ter uma visão internacional, ter vários idiomas, o estrangeiro ganha se tiver tudo isso. Se for para vagas que demandam capacidade de compreensão do mercado local, aí a preferência vai para o brasileiro, pois no caso o desafio é adaptar a cultura estrangeira ao gosto local”.

A Vale, por exemplo, diz priorizar o trabalhador nacional, mas, para projetos fora do país, precisa contar com mão de obra estrangeira. “Nós captamos lá fora, treinamos o profissional aqui e mandamos para fora de novo”, explica Renata Romeiro, gerente de atração e seleção de pessoas da companhia. De acordo com ela, 80% do volume dos projetos da empresa ainda é no Brasil. “E há ainda a possibilidade de mandarmos brasileiros em projetos lá fora.”

(*) Colaborou Alexandro Martello, de Brasília

Cultura triplica recursos para programa de intercâmbio e difusão

O Ministério da Cultura disponibilizou R$ 6,6 milhões para o Programa de Intercâmbio e Difusão Cultural, sendo R$ 3,3 milhões destinados ao edital publicado no Diário Oficial da União desta sexta-feira (8), que contempla viagens que ocorrerão entre outubro de 2011 e março de 2012. Outra chamada do programa ainda será lançada.

Com recursos do Fundo Nacional da Cultura (FNC), o programa consiste na concessão de auxílio financeiro para custeio de despesas relativas à participação de artistas, técnicos, agentes culturais e estudiosos em atividades culturais promovidas por instituições brasileiras ou estrangeiras.
A ação tem como objetivo promover a difusão e o intercâmbio da cultura brasileira em todas as áreas culturais: artes cênicas, artes visuais, música, audiovisual, memória, movimento social negro, patrimônio museológico, patrimônio cultural, novas mídias, design, serviços criativos, humanidades, diversidade cultural, entre outras expressões.

Os participantes devem ter uma das seguintes finalidades: apresentação de trabalho próprio; residência artística e de gestão; cursos de capacitação; ou participação em evento de reconhecimento ao trabalho próprio desenvolvido, como premiações e homenagens. O resultado esperado é a difusão, capacitação e multiplicação da cultura brasileira.

Em 2010, o programa beneficiou 767 pessoas em 282 requerimentos (180 individuais / 102 grupos), totalizando volume de R$ 2,3 milhões.

 

Mudanças
Se antes o candidato recebia auxílio exclusivamente para custear despesas com o transporte pessoal, agora o benefício fica livre para ser utilizado conforme as necessidades. A flexibilização da utilização dos recursos visa facilitar e viabilizar a participação do beneficiário nos eventos culturais.

Além do transporte pessoal, o benefício poderá ser utilizado para custear despesas com transporte de material, cenários ou equipamentos utilizados na realização da atividade; estada durante o período de participação no evento; inscrição; e confecção de material para a atividade a ser realizada; entre outros, devendo o candidato apenas informar, no ato da inscrição, de que forma utilizará o auxílio financeiro.

Outra mudança é que, observando as particularidades, necessidades e teores das atividades culturais participantes dos editais anteriores, foram estabelecidos quatro eixos: “Artes”, “Diversidade Cultural”, “Formação e Capacitação” e “Economia Criativa”, cada um com características específicas e cotas estabelecidas. O objetivo é garantir que todos os setores sejam contemplados de forma proporcional.

A Comissão de Avaliação e Seleção do edital é composta por representantes do Ministério da Cultura e órgãos vinculados. As candidaturas serão avaliadas e pontuadas de acordo com os quesitos do eixo escolhido. Os requerimentos receberão bonificação em sua pontuação de acordo com alguns critérios. Um deles leva em conta a unidade federativa de origem e candidaturas não originárias das capitais estaduais e de Brasília, ou cujas participações ocorram em eventos nacionais fora das referidas localidades.

Outro ponto beneficia requerimentos de povos e de comunidades tradicionais, incluindo, entre outros, povos indígenas, quilombolas, ciganos, povos de terreiro, irmandades de negros, agricultores tradicionais, pescadores artesanais, caiçaras, pantaneiros e ribeirinhos. Também serão bonificados os requerimentos de participação em acontecimentos nos países da América Latina, do Caribe e naqueles que fazem parte da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

Para viagens em outubro, as inscrições de propostas devem ser realizadas até 25 de agosto, exclusivamente pela internet, através do SalicWeb, disponível no site do Ministério da Cultura, onde também será divulgado o resultado.

 

Fonte:
Portal Brasil
Ministério da Cultura 

Mais chances de estudar no exterior

Estudar no exterior

Conseguir uma chance de se aperfeiçoar em instituições de ensino no exterior é o desejo de muitos graduandos e pós-graduandos brasileiros. No entanto, vários perdem a chance pela falta de uma apresentação adequada, segundo William Daniels, professor da Universidade Auburn, nos Estados Unidos. Daniels proferiu a palestra “Segredos para apresentar uma proposta bem sucedida em programas de graduação no exterior” no World Aquaculture 2011, evento organizado pela Sociedade Mundial de Aquicultura (WAS) em junho, em Natal (RN).


Segundo o pesquisador, a escolha do programa mais adequado é o primeiro passo. Para isso, ele recomenda fazer um planejamento da carreira pensando no longo prazo. “Pense onde se pretende estar daqui a cinco anos e daqui a dez anos. Verifique qual é o programa que poderá ajudá-lo a atingir o próximo passo na carreira”, disse.

Na Universidade Auburn, considerada referência em pesquisas em aquicultura, cada professor recebe em média 30 pedidos de alunos estrangeiros por temporada, contou Daniels, que deu dicas para subir para o topo de listas do tipo.

Uma delas é conhecer melhor a instituição escolhida. Pesquisar na internet, ler detalhadamente o programa do departamento e identificar os principais professores são itens fundamentais. Consultar professores brasileiros sobre os principais pesquisadores da área em que o interessado atua também é muito importante.

A proposta a ser enviada deve se basear em parâmetros delineados pelo programa. “Veja quais são as suas habilidades que mais se encaixam naquele programa específico e as destaque. Uma das preocupações dos examinadores é saber se o candidato tem capacidade e formação para cumprir o projeto proposto”, afirmou.

Nesse quesito, Daniels defende que as habilidades pessoais não devem ser esquecidas. Detalhes como capacidade de liderança e de trabalhar bem em grupo podem fazer a diferença entre dois candidatos. “Por isso, é muito importante uma carta de recomendação que aponte esses detalhes”, disse.

Definir um foco de investigação também é considerado fundamental para a aprovação. “É terrível receber uma proposta em que o candidato diz que pode atuar em uma área A, em uma B ou até mesmo uma C. Isso deixa claro que ele não sabe o que quer”, apontou.

Para evitar esse tipo de problema é preciso estabelecer um objetivo único e bem claro. “Alvos móveis são difíceis de ser atingidos, escolha um específico e apresente-o.”

O foco também deve estar presente na escolha do orientador no exterior. Daniels relata o constrangimento de descobrir, na hora de avaliar uma submissão, que um mesmo candidato enviou propostas a vários ou mesmo a todos os professores de um departamento. “Essa é a pior forma possível de se colocar”, disse.

Rede de contatos

Daniels defende que o candidato deve conhecer ao máximo o professor a quem vai apresentar uma proposta, saber qual a linha de atuação dele e no que está trabalhando no momento.

“Com isso, é possível unir habilidades específicas e pontos do projeto aos trabalhos em andamento do orientador, e assim aumentar as chances de aprovação do projeto”, disse.

Outro conselho do professor norte-americano é o de formar uma rede de contatos em sua área de atuação. Trocar cartões de visitas em congressos e procurar professores de outras instituições durante esses eventos são atitudes que podem ajudar a descobrir oportunidades de estudo no exterior além de aproximar estudantes de futuros orientadores.

Por fim, é importante que o candidato tente avaliar os impactos que o seu trabalho poderá promover para o grupo e para a instituição em que vai atuar.

“Em resumo, escolha o seu objetivo e a instituição que vai ajudar a alcançá-lo, levante o máximo de informações sobre o programa e selecione suas habilidades a serem apresentadas”, disse Daniels.

Agência FAPESP