Arquivo da tag: universidades americanas

Estudar Direito no exterior


Law School

A escolha de estudar Direito no exterior traz diversas vantagens para a carreira acadêmica e profissional do estudante brasileiro. Oferecidos pelas Law Schools, os cursos ligados a esta área nos Estados Unidos são ideais para quem gostaria de se especializar e trabalhar com assuntos internacionais. O seu inglês será aperfeiçoado, o vocabulário e terminologia relacionados à área serão adquiridos (inglês jurídico), e o estudante ainda terá noção de como funciona o common Law, oficial nos EUA, diferente da nossa civil law:

Civil law: estrutura jurídica válida no Brasil, com base no legislativo.

Common law: estrutura jurídica usada oficialmente em países como Estados Unidos, Reino Unido e Austrália; tem base na jurisprudência, por meio das decisões dos tribunais, considerando casos semelhantes anteriores. Importante papel do juiz nas decisões.

Requisitos de admissão de estrangeiros

As universidades americanas não trabalham com vestibulares. O estudante interessado em ingressar em um curso do ensino superior nos EUA precisa apresentar uma série de documentos. Cada instituição tem exigências específicas, mas normalmente pedem histórico escolar, comprovante de condição financeira, diplomas acadêmicos, currículos, cartas de referência, entre outros. Os candidatos estrangeiros precisam que seus documentos estejam traduzidos por um tradutor certificado. A admissão terá base na avaliação dos documentos de cada candidato. Portanto, quanto melhor forem as notas em seu currículo escolar e as médias em seu boletim acadêmico, maior a sua chance de ser admitido em diferentes (e nas melhores) universidades americanas.

Os estudantes interessados em um curso de Direito, no entanto, precisam de uma exigência a mais: para ingressar em uma Law School, é necessário possuir diploma de graduação de no mínimo quatro anos em qualquer área. Portanto, mesmo que a sua vontade seja um bacharelado americano em Direito, é preciso, obrigatoriamente, já possuir uma formação acadêmica brasileira. Além disso, todas as escolas de Direito nos Estados Unidos cobram a realização do teste de proficiência em inglês (IELTS ou TOEFL) e do Law School Admission Test (LSAT), especificamente para candidatos à graduação de Direito.

Law School Admission Test

O teste de admissão para cursos em escolas de Direito dos EUA é administrado pelo Law School Admission Council. A prova testa o raciocínio lógico, de interpretação de texto, analítico e verbal dos candidatos, além de exigir uma redação. É realizada quatro vezes por ano na América e possui versões no mundo todo. No Brasil, ela é realizada no Rio de Janeiro e em São Paulo. Você pode checar as datas no site do LSAC. A sua nota no teste pode ser o fator decisivo da sua admissão em uma universidade americana. O estudante não é permitido prestar o LSAT mais de três vezes a cada dois anos.

Graduações e outros cursos de Direito

Uma vez admitido em uma Law School, você deverá pagar as taxas para efetuar a matrícula. A instituição, então, providenciará os documentos que deverão ser apresentados na entrevista no consulado americano, para ser concedido o visto de estudante. É importante ter em mente que um diploma estrangeiro de Direito, da mesma forma que de Medicina, deverá ser revalidado no Brasil para poder exercer a profissão no país.

Além das graduações, o estudante interessado na área pode optar por cursos rápidos de inglês jurídico. Se a vontade for mesmo obter em um diploma de bacharelado no exterior, mas acredita que suas chances de ser aceito não são boas (seja pela fluência no idioma ou por não ter as notas mínimas suficientes), você pode começar por um curso preparatório de Direito.

Obama ataca offshoring e promete mudar a política de imigração

Objetivo é facilitar a permanência nos EUA dos talentos estrangeiros que frequentam as universidades americanas para resgatar o poder de inovação e de empreendedorismo.

Patrick Thibodeau, Computerworld/EUA
25 de janeiro de 2012 – 11h43

Em seu discurso ao Congresso nesta teraça-feira, 24/1, o presidente Barack Obama atacou o offshoring, exortou as empresas a trazerem sues empregos de volta para os EUA, e renovou o seu apelo por reformas nas políticas de imigração para manter os estudantes estrangeiros nos Estados Unidos após a graduação avançada.

Em seu discurso anual State of the Union o presidente fez muitas referências à tecnologia, à criação de empresas e à inovação. E instou o Congresso a propor políticas que ajudem “a cada tomador de risco e empresário aspirar se tornar o próximo Steve Jobs.” Laurene Powell Jobs, viúva do fundador da Apple, estava presente no Congresso, entre os convidados.

Até agora, a administração Obama teve desempenho pouco claro no setor de TI, especialmente na devolução empregos na indústria de tecnologia offshore. E não é a primeira vez que apela aos legisladores para promoverem mudanças nas regras de imigração com o objetivo de facilitar a emissão de green cards para estudantes estrangeiros com graduação avançada.

Nesse discurso, o presidente disse: “Outros vêm aqui do exterior para estudar em nossas escolas e universidades Mas assim que obtêm graduação avançada, os enviamos de volta para casa para competir conosco. Não faz sentido…”

Em maio do ano passado, a Casa Branca divulgou um documento sobre a reforma migratória que propõe “fortalecer o programa H-1B para preencher a necessidade de trabalhadores altamente qualificados, em área onde os trabalhadores americanos não estão disponíveis. A administração Obama não detalhou o que tal “fortalecimento” significava, em termos do visto H-1B. Mas a Casa Branca está apoiando a ideia de ter green cards disponíveis para “selecionar graduados”.

No discurso deste ano, Obama renovou também seus apelos para proteger os gastos de pesquisa e desenvolvimento, “o mesmo tipo de pesquisa básica e inovação que levou ao chip de computador e à Internet”, exemplificou.

Mas em todas as áreas relacionadas à tecnologia citadas por Obama ontem à noite, há problemas. Em 2008, aproximadamente 75% do trabalho de P&D estava sendo executado no onshore os EUA, de acordo com Phil Fersht, da HFS Research. Desde então diminuiu para 65%. O instituto de pesquisa reuniu dados de cerca de 5 mil empresas durante um período de 18 meses.

“Grandes empresas americanas de TI estão cada vez mais dependentes de talentos indianos para a realização do trabalho mais complexo de desenvolvimento de software”, disse Fersht.

O aumento do offshoring não significa necessariamente que os trabalhos de desenvolvimento estão desaparecendo. Graus de terceirização variam por tipo de trabalho. Apesar do movimento contínuo de postos de trabalho offshore, o setor de tecnologia está adicionando posições. A Forrester Research afirma que no ano passado descobriu que 131 mil empregos e serviços de desenvolvimento de software foram abertos e preenchidos no mercado americano.

Na fabricação de produtos de alta tecnologia, Obama também tem um caminho difícil pela frente. A National Science Foundation informou recentemente que o número de empregos de alta tecnologia de produção diminuiu 28% desde 2000, em parte, devido às melhorias de automação e offshoring.

O apelo de Obama ao Congresso para financiar mais pesquisas enfrenta ventos contrários também. Um relatório do Departamento de Comércio dos EUA este mês mostra que os EUA forneceram cerca de 70% de todos os dólares gastos em 1980 em pesquisa básica; esse valor caiu para 57%