É necessário ficar atento ao visto, à moeda e às passagens.
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O número de empresários brasileiros que viajam para fora do país para fazer negócios ou participar de reuniões com parceiros estrangeiros está cada vez maior. Mesmo assim, é importante que estes profissionais sigam algumas dicas para que o tempo gasto no exterior seja aproveitado da melhor maneira possível. As recomendações valem também para quem já está acostumado a fazer este tipo de viagem.
Muitas pessoas ficam em dúvida se o melhor é levar dinheiro vivo ou utilizar cartão de crédito corporativo. Patrícia Thomas, vice-presidente da Associação Brasileira de Gestores de Eventos e Viagens Corporativas (ABGEV), comenta que essa escolha, no entanto, fica a critério de cada empresa.
Entretanto, o cartão corporativo se mostra como uma maneira mais segura de levar dinheiro para outro país. A Confidence Câmbio possui um setor que trata especificamente deste assunto, a Confidence Corporate, que atende a aproximadamente 2.500 empresas e oferece mais de 20 opções de moedas estrangeiras.
Patrícia lembra que para gastos menores, como um lanche em um voo interno internacional, a indicação é que se leve a moeda do país de destino, pois há companhias aéreas que só aceitam o pagamento em dinheiro.
Comprar a passagem com antecedência é praticamente sinônimo de economia. “Na aquisição, o passageiro também pode marcar o assento. Além disso, é interessante fazer o check-in eletrônico, ainda mais se o empresário não tiver malas para despachar”, ressalta Lenini Lamounier, diretor comercial da Master Turismo.
Se o viajante possuir programa de milhas, a dica é aproveitar. “O importante é lembrar de registrar os pontos sempre que viajar para fora do país. Assim, dá para economizar em viagens futuras”, recomenda o profissional.
Outro item que necessita atenção redobrada são os horários entre compromissos. “O viajante deve considerar a distância do aeroporto até o hotel e, de lá, até os locais onde terá compromissos. Às vezes, o hotel é bom, mas a região é muito afastada. Esse tempo entre os eventos é essencial”, lembra Lamounier.
Entre os locais mais visitados nas viagens corporativas estão Nova York, Buenos Aires, Paris, Lisboa, Londres, México, França e Frankfurt, segundo a Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas (ABRACORP). No entanto, quando o propósito da viagem é para realizar negócios, participar de reuniões, eventos, conferências ou encontrar com parceiros de trabalho, é necessário um visto específico para esta atividade. Para os Estados Unidos, por exemplo, o visto que deve ser requisitado é o B-1, com taxa de US$ 140. A taxa de câmbio da seção consular é de R$ 1.90 para US$ 1.
Bom momento para empresas
De acordo com a pesquisa de Indicadores Econômicos de Viagens Corporativas (IEVC), coordenada pela ABGEV, em 2010, as receitas das viagens corporativas foram de R$ 21,2 bilhões. A previsão é de que 2011 supere este valor. “A maioria dos voos das companhias internacionais viaja lotado, sendo que, do total dos passageiros, 70% é corporativo. Esse número tem aumentado e a estimativa é de que 2011 feche com crescimento acima de 8% em relação ao ano anterior”, comenta Patrícia.
A pesquisa IEVC aponta também que, do total de receitas geradas pela indústria do turismo, R$ 37,4 bilhões, o segmento de viagens corporativas foi responsável, em 2010, por um pouco mais de R$ 21 bilhões, cerca de 57%.
Além disso, segundo pesquisa elaborada pela Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas (ABRACORP), no primeiro semestre de 2011, as empresas associadas à entidade arrecadaram valor recorde no período, totalizando pouco mais de R$ 4 bilhões.
O valor obtido inclui emissão de passagens aéreas, reserva de hospedagens, locação de automóveis, gestão de eventos internacionais, embarque em cruzeiros marítimos, entre outros serviços. Em comparação com o mesmo período de 2010, os eventos internacionais foram os que mais cresceram, saltando 128,94%, atingindo a marca de R$ 23 milhões.
Ógui
Especial para o Terra












